Uma cidade que segue a tendência nacional de expansão, no que se refere ao mercado da construção civil. Assim pode ser definida a Rolândia dos tempos atuais. No entanto, a cidade não apresenta ainda uma verticalização (construções de prédios) e esbarra na falta de mão de obra para tornar isso possível. ‘‘Temos clientes que aguardam até um ano por falta de uma mão de obra específica. Isso com certeza influencia no crescimento da cidade e também na qualidade da obra que entregamos’’, diz Karina Lovato do Carmo, presidente da Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Rolândia (AEAAR).
  Ela conta ainda que as primeiras obras verticais têm sido levantadas na cidade e que há muita expectativa por parte do setor de que isso se torne um norte para os engenheiros e arquitetos da cidade, mas avalia que é cedo para classificar as novas construções como uma tendência. Karina acredita que a única saída para o pleno desenvolvimento da construção civil é a criação de treinamentos específicos para formar profissionais bem preparados para o serviço.
  Na avaliação da arquiteta, Rolândia é formada por casas que têm seguido um padrão de aproveitamento de espaço. ‘‘Nós seguimos o plano diretor que pretende dar um padrão para as construções da cidade e tentamos nos atualizar sempre e discutir o que tem sido feito no Brasil e no mundo.’’ Segundo ela, para definir o modelo construtivo da cidade e que orientará o trabalho de engenheiros e arquitetos, são feitas reuniões na associação com discussões sobre os diferenciais que procuram para Rolândia.
  Com quase 58 mil habitantes e em franca expansão, só este ano foram encaminhados à prefeitura 545 projetos de construção. O município é visto por Karina como uma cidade de futuro promissor para a construção civil, porém ela elenca alguns desafios que a associação terá pela frente.
Meio ambiente
  Um deles é fazer com que o crescimento da cidade não prejudique o meio ambiente. ‘‘Uma das grandes preocupações que temos é a questão ambiental. O nosso sonho é que a cidade parta para algo mais consciente, mais verde, com um aspecto sustentável’’, comenta.
  O outro aspecto é a preservação dos pontos históricos da cidade, como o prédio do Hotel Rolândia, marco da fundação do município. Hoje o hotel, encontra-se demolido, mas Carina argumenta que em breve ele será reconstruído, com suas características arquitetônicas preservadas.
  Um ponto curioso é que embora sua colonização de Rolândia tenha sido, em grande parte, feita por alemães, não se pode dizer que isso afete a arquitetura devido a influências de outros povos, como japoneses e italianos. Ainda sim existem várias obras antigas que mostram um pouco da Alemanha. ‘‘O conceito alemão se dá por toda a história da cidade, mas hoje as construções aqui seguem um estilo contemporâneo’’, conclui

mockup