Fotos Kraw PenasMovimentos harmonizados ajudam ‘pacientes’ a se libertar das tensões e a se conhecerAlguma vez já parou para pensar que, talvez, você não seja realmente você? Calma, eu explico. Em tempos de grandes mutações, correria, falta de tempo e espaço, o ser humano perde um pouco de sua essência, do seu ‘eu’, então, não pára para pensar que talvez seja muito mais um produto do sistema do que você próprio. Bem, mas para isso existe um remédio, se é que podemos chamar assim a Técnica de Movimento Milena Morozowicz (TMM).
Ela mesmo explica. ‘‘Através dos movimentos e de como eu os faço, levo uma pessoa a um estado de mente onde desabrocha. Como resultado escuto: ‘mudei a minha vida; estou diferente; estou mais aberta. Era uma pessoa tensa, não sou mais. Mudei o relacionamento com a minha família. Ou então: despertei para a arte e hoje estou pintando’’. Na realidade, continua a ex-bailarina, o que se busca é a sintonia fina.






Milena Morozowicz trabalha todos os músculos do corpo através dos movimentos e com isso as pessoas se redescobrem e encontram seu ‘‘eu’’ interior
A TMM é uma técnica individualizada pois trabalha o ser. E como funciona? Dentro desta técnica, Milena Morozowicz, tem vários módulos que vão sendo trabalhados ao longo de um período. O primeiro passo é ter o maior número de informações possíveis sobre o ‘paciente’. ‘‘Faço uma minuciosa avaliação, onde vou conhecendo o ‘terreno’ onde estou pisando. Descubro que pessoa é.’’, explica.
Depois ela começa a conhecer o físico. Tocando o corpo da pessoa vai mostrando cada vértebra, cada osso. Ela filma tudo. No final do trabalho, passa o vídeo, faz comentários físicos e dá as primeiras impressões sobre os movimentos de cada pessoa.
Pronto. A partir daí Milena Morozowicz já começará a ‘trabalhar’ seu paciente, através de vários elementos que serão usados durante as sessões. ‘‘Eu uno o trabalho físico, de expressão corporal, gesto, movimento, mas com uma abordagem diferente. Com cada pessoa trabalho por um canal expecífico’’, explica. Com uma pessoa trabalha elementos mecânicos, de gestos, com outra a expressão corporal, a terceira a dança, uma outra a palavra. ‘‘Neste contato que vou descobrir como trabalhar com ela. Quando começarem as sessões individuais, já sei qual caminho tomar’’, diz.
Mas ainda assim ela se surpreende. Ela conta o caso de um rapaz que durante nove anos fez fisioterapia, mas a dor no braço não passou. ‘‘Não passou por que a dor não está lá, está na alma. Então procuro uma forma de fazê-lo extravazar e com isso curar a dor’’.

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