Em busca da adoção
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
A Prefeitura de Curitiba vai insistir com o projeto que convoca a iniciativa privada a adotar praças, jardinetes e logradouros públicos, se comprometendo a fazer a manutenção desses espaços. Em troca, a empresa ou a instituição juridicamente constituída ganha espaço publicitário no local adotado.
Em outubro do ano passado, foi lançado o edital para a manutenção das praças Santos Andrade, Zacarias, Carlos Gomes, Miguel Couto (pracinha do Batel) e o canteiro central da Avenida Visconde de Guarapuava. Até o dia 30 de dezembro, quando terminou o prazo para a entrega de propostas, não houve interessados.
Oito empresas haviam comprado o edital. Vamos reeditar outros editais de licitação com outras áreas do município. Junto às empresas e associações comerciais vamos estudar o que pode ser melhorado no edital para que possamos ter a maior adesão possível, diz o secretário municipal de Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto. A intenção é lançar um novo edital, em fevereiro, baseado em manifestações de empresas que já estão interessadas em fazer a manutenção de alguns equipamentos públicos.
Pracinha do Batel
custa R$ 24 mil/ano
Essa idéia economiza recursos do município, mas o prinicipal é a participação da sociedade na fiscalização e manutenção desses espaços. Preservando, há mais fiscais evitando o vandalismo e orientado a comunidade para um bom uso. É uma forma da comunidade participar da manutenção dos equipamentos que ela utiliza. Essas parcerias dão resultados muito positivos, justifica Andreguetto, informando que a cidade possui 960 praças, jardinetes e logradouros públicos. Para a manutenção anual da Pracinha do Batel, por exemplo, a Prefeitura calcula o gasto de R$ 24 mil, ou cerca de R$ 2 mil por mês.
Os interessados devem apresentar a oferta mínima de manutenção, além de incrementar o projeto com benfeitorias como a instalação de equipamentos novos, que podem ser canchas, bancos, parquinhos, canteiros, calçadas, grama, pintura e iluminação - exceto a poda de árvores, que é feita pela Prefeitura.
Quem propuser mais benefícios para o espaço ganha a licitação. O contrato é válido por dois anos e pode ser renovado por até cinco. Em contrapartida, a empresa ganha espaços de divulgação e pode vender essa idéia no seu próprio plano de marketing.
Este já é o terceiro ano que a Natura honra o compromisso de manutenção do Jardim Botânico, um ponto turístico da cidade. Segundo Andreguetto, o município economiza cerca de R$ 400 mil por ano com essa parceria.


