Em Curitiba, o desaparecimento de obras raras que mais chocou a população local nos últimos anos não ocorreu num museu, mas na Biblioteca Pública do Paraná. Em outubro de 2006, a instituição divulgou que várias peças importantes do acervo haviam sido furtadas.
Segundo a responsável pela investigação, Vanessa Alice, delegada adjunta do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), cerca de 100 obras foram levadas da Biblioteca Pública aos poucos. ''Testemunhos apontam que ele (o principal suspeito) usava uma capa de chuva grande, e desconfiamos que essa capa tinha um forro falso, onde eram colocadas as obras'', diz a delegada.
De acordo com a policial, as obras furtadas eram das seções de obras raras e periódicos, e estavam disponíveis apenas para consultas, não podiam ser retiradas. ''Na época em que os furtos foram detectados, não havia alarme, detectores, sistema de vídeo'', afirma Vanessa. A administração da Biblioteca Pública informou que está acertando com duas empresas um novo sistema de segurança, mas nada deve ser definido antes de março.
As investigações do Cope levaram a dois homens, que, de acordo com Vanessa Alice, estão presos - um no Rio de Janeiro e outro na Argentina. As obras por enquanto não foram localizadas e a delegada espera que o interrogatório dos detidos possa levar à recuperação delas. O homem preso no Rio deve ser ouvido através de carta precatória e a polícia tenta a extradição do suspeito detido na Argentina. (F.G.)

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