Os números da expansão imobiliária em Londrina impressionam. Em onze anos, o total de metros quadrados aprovados pela Secretaria de Obras em projetos de construção cresceu 202%, passando de 880.448,62m2 em 2001 para 2.665.347,93m2 em 2012. A metragem em liberação do Habite-se também aumentou nesse mesmo período, saltando de 469.883,55m2 para 781.865,60m2 (alta de 66%). Os números foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Norte) a pedido da FOLHA.
Só no ano passado, o acumulado de metros quadrados aprovados em projetos construtivos de janeiro a outubro foi de 1.371.304,22. Não há informações referentes a novembro e dezembro. Em relação à liberação do Habite-se, o acumulado de janeiro a setembro de 2013 foi de 845.801,31 metros quadrados. No levantamento fornecido pelo Sinduscon, é notório o salto verificado em agosto de 2008, período em que o acumulado de metros quadrados aprovados em projetos a partir de janeiro passou pela primeira vez de 1 milhão, totalizando 1.012.225,46.
Vale lembrar que no período de abrangência do estudo, Londrina vivenciou a expansão imobiliária dos condomínios horizontais localizados na zona sul e o surgimento da Gleba Palhano, na mesma região, mas mais próxima à área central. Além disso, novos empreendimentos erguidos nas zonas norte, leste e oeste, sobretudo a partir da metade da década passada, contribuíram para que a cidade estendesse sua área de ocupação.
"Houve um aumento na renda da nossa população e com isso as pessoas começaram a adquirir o imóvel, que era uma prioridade para essas famílias. Quando uma população que estava fora do mercado começa a entrar nele, naturalmente ocorre esse aumento na expansão imobiliária", avalia o presidente do Sinduscon Norte, Osmar Ceolin Alves. A Gleba Palhano, onde se concentram alguns dos empreendimentos verticais mais caros de Londrina, iniciou seu processo ocupacional justamente no final de 2001 e início de 2002, com os primeiros edifícios residenciais sendo lançados a partir de 2005.
Para Osmar Alves, o que houve ali foi uma visão de mercado fantástica por parte do setor da construção civil. "Era um negócio tão lógico que ninguém enxergava. Ali você tinha a proximidade do centro, toda uma região sul e um grande shopping ao redor, com infraestrutura, mas uma área vazia, com vária chácaras. Um dos problemas para abrir o bairro foi a falta de definição de zoneamentos novos, de mudança da caracterização do zoneamento", recorda ele, apontando que as próprias construtoras é que conseguiram licença para abrir ruas e avenidas a fim de promover o livre acesso aos empreendimentos que começavam a surgir na região. "Às vezes havia a intenção de se construir prédio ali, mas não tinha acesso. Faltou um pouco de definição do urbanismo local. Mas depois que alguns corajosos começaram a investir, aí abriu a Gleba", comenta Alves.

Imagem ilustrativa da imagem Em 11 anos, metragem aprovada cresceu 200%
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