Eliminar as desigualdades sociais
A suspensão da privatização da Copel e a informação do governo do Paraná de que não precisará mais vender a empresa porque está conseguindo equilibrar as contas, que está com a saúde financeira perfeita, causou muita euforia entre os profissionais ligados ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR). Isso é muito bom para os paranaenses e para os brasileiros. O fim dos leilões das empresas de energia poderá ajudar o País a redefinir um novo projeto para o setor.
A Copel será um instrumento concreto para a estruturação de um projeto de desenvolvimento para o Paraná. No contexto de um desenvolvimento social e econômico equânime, sustentável, a energia é um insumo indispensável à geração de riquezas, de empregos, de bem-estar, de conforto à sociedade. A energia a baixo custo, limpa e renovável, produzida pela Copel é o fator determinante para fomentar empreendimentos no campo e na cidade e, na ótica da AGENDA 21, alavancar o projeto de desenvolvimento paranista.
A experiência de uma parceria duradoura do Crea-PR com vastos segmentos sociais tem dado resultados positivos no combate às deformações de um modelo de desenvolvimento injusto, excludente, que não oferece igualdade de oportunidades ao povo. Foi assim na resistência à privatização da companhia energética, quando fomos chamados a dar apoio técnico e moral aos partidos políticos, sindicatos patronais e de trabalhadores, enfim, a centenas de organizações não-governamentais.
A luta por mais justiça social e igualdade de oportunidades contrariando a onda globalizante deve pautar as discussões próximas dos profissionais. Desenvolver mais e melhor a técnica para o bem dos menos favorecidos, eis o desafio central de todos.
A disparidade de acesso às condições básicas para que os povos possam viver dignamente em harmonia permanente parece aumentar cada vez mais. As noções de soberania e de pátria diminuem na mesma proporção em que aumenta o fosso social, entre incluídos e excluídos, consolidado pela globalização de mercado. Ora, os ataques terroristas aos Estados Unidos são reflexos de uma política econômica perversa ditada ao mundo pela superpotência. Ela utiliza o Fundo Monetário Internacional (FMI) como instrumento de imposição das diretrizes do G-7, o grupo dos mais ricos do planeta, aos países em desenvolvimento.
A paz, a prosperidade, a igualdade de oportunidades e fraternidade entre os povos, entre uma nação, só serão possíveis se forem definidos parâmetros éticos e morais diferentes dos que aí estão. Ou seja: temos que devolver a esperança ao povo brasileiro a partir de nossas discussões, apontando soluções a longo prazo para a construção de um novo Brasil, portanto, uma nova ordem social.





