Pontal do Paraná - Este ano foram cadastrados os ambulantes para o trabalho no litoral. Somente em Matinhos, foram 800 ambulantes. Outros 400 em Pontal do Paraná e 200 em Guaratuba. Eles foram treinados para manter a higiene e disciplina. Receberam ainda cursos sobre o atendimento ao cliente. Maria de Fátima, de 38 anos, recebeu o treinamento. Ela vende churros na praia há cinco anos. Curitibana, ela resolveu morar em Pontal do Paraná após ganhar um lote do pai.
Dona-de-casa, Maria de Fátima mostra seus dotes culinários para os veranistas. ''A gente cansa, mas vale a pena. São apenas dois meses, que passam rápido. O maior problema é a concorrência aqui. Os outros ambulantes são desleais. A gente combina um preço e eles abaixam para não perder o cliente. Temos que dançar conforme a música por aqui'', disse ela.
Gentil Teodoro Ramos, de 60 anos, vende água de côco. Ele mora há 32 anos em Shangri-lá e desta vez não pode cadastrar os três carrinhos que tem para venda de água de côco na praia. O prejuízo, calcula, é de R$ 320 por dia. ''Eu trabalho há 24 anos na praia. Toda temporada. Acho que o cadastramento não foi bem feito. Eles tinham que priorizar quem é daqui. É na temporada que a gente pode tirar o pé da lama. Mas não liberaram licença para mim'', reclamou.
Os carrinhos tiveram que ficar em casa. Ramos teve que participar dos cursos e não imaginou que teria parte do seu comércio de rua vetado. Fora de temporada, Ramos vende roupas em casa.
Já Maria de Lourdes Godói, de 45 anos, é de Nova Campina (interior do Paraná). Ela vende sorvetes há cinco anos no litoral. ''A temporada dá uma aliviada no nosso dia-a-dia. O trabalho é redobrado. Levento às 5h30 e trabalho até 23h30. Limpo casas à noite. Acabo dormindo pouco. Mas acho que vale a pena. Temos que manter os nossos clientes'', salientou. (L.P.)

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