A vice-presidente do Sindicato dos Modelos e Manequins do Paraná, Helenice Feijó, começou a atuar como modelo, em Curitiba, no final da década de 1980, no tempo em que as meninas encaravam o curso não pensando em ter uma profissão, mas para aprender etiqueta, para ser esposa, segundo ela. Quem ia para o mercado era confundida com acompanhante de executivo.
  O cenário começou a mudar no final da década de 1990. Contudo, os problemas continuam acontecendo. ‘‘É preciso ter cuidado. Digo para as mães: se alguém vier com história de pedir dinheiro para levar sua filha para ‘despontar’, desconfie. Procure uma agência séria ou ligue para o sindicato’’, destaca.

A vez dos meninos
  De acordo com Helenice, o mercado de modelos e manequins atual oferece mais oportunidades para homens do que para mulheres. Aos poucos, os rapazes estão deixando o preconceito de lado e tomando gosto pelas passarelas, fotos e eventos.
  É o caso do londrinense Gabriel Montagna, 19, modelo há um ano. Lutador de jiu-jitsu, ele confessa que tinha um certo preconceito em relação à profissão. ‘‘Minha mãe e minha irmã sempre diziam que eu devia tentar a carreira, mas só tomei coragem quando a menina que namorava disse que ia junto.’’
  Cursando duas faculdades, Direito e Administração, ele desfila e participa de eventos aos finais de semana. Gosta do que faz, mas não tem planos de ir muito longe na atividade. ‘‘Enquanto tiver trabalho, continuo. Porém, para viver como modelo é preciso dedicação integral. Não é o meu caso’’, ressalta.
  Assim como as mulheres, os homens também enfrentam os rigores da fita métrica. No caso de Gabriel, o problema são os músculos em demasia por conta da atividade de lutador. ‘‘Eles querem corpos definidos e eu sou mais ‘cheinho’’’, explica. (W.S.)

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