Além das empresas de vários segmentos que prosperam graças ao bom momento vivido pela construção civil, muitas vidas estão sendo transformadas pela fartura de trabalho e de oportunidades de crescimento profissional. Um exemplo é o de José Marcelo Lima, 33 anos, analista de qualidade de obras e responsável pelo gerenciamento de resíduos da A. Yoshii Engenharia. Nos idos de 1997, quando chegou à construtora, com apenas a 5 série do ensino fundamental e prestes a completar 18 anos, ele não tinha ideia de que acabava de dar o passo decisivo para seu futuro.
''Comecei como ajudante de obra. Depois de um ano comecei a auxiliar nas compras, mais tarde no almoxarifado, na administração de obras, Recursos Humanos, até chegar à área de qualidade. Ao longo destes anos, fui estimulado a voltar a estudar. Com ajuda da empresa, me formei em Administração de Empresas e hoje faço dois cursos de pós-graduação'', conta com orgulho o analista, que logo de cara ganhou o apelido de Amaral, uma referência ao conhecido jogador do Palmeiras da década de 90.
Casado e pai de uma filha de seis anos, Lima não esconde a alegria de poder dar a ela o que ele próprio não teve, como o acesso a uma escola de qualidade. No dia em que falou com a reportagem, o analista comemorava outra grande conquista: a compra da casa própria. ''Assinei o contrato hoje.'' Nos últimos 15 anos, ele viu a empresa passar de um quadro de 200 funcionários para 2,6 mil. ''Não tinha noção que isso tudo pudesse acontecer. Para quem não tinha nem estudo, consegui muito mais do que poderia imaginar'', confessa.
A construção civil também foi um divisor de águas na vida de Anderson Belmaia, de 34 anos. Ele chegou à construtora Plaenge com 21 anos, um filho de dois anos para criar e nenhuma qualificação. ''Eu só tinha o 2º grau e a única coisa que sabia fazer era dirigir carros. Procurei a construtora e pedi um voto de confiança.'' Pedido aceito, a empresa ganhou um funcionário dedicado e, Anderson, uma perspectiva de futuro.
No cargo de supervisor de assistência técnica, ele é hoje uma das principais pontes com o cliente depois da entrega do imóvel. ''Acho que eu tive a ajuda de Deus e muita sorte. Sou muito grato às pessoas que me ajudaram aqui dentro.'' Pai de dois filhos, Anderson também acaba de comprar casa própria e se prepara para cursar Administração de Empresas. ''A vida está bem mais tranquila'', define.
A mesma tranquilidade é experimentada pelo supervisor administrativo Claudemir Schoereder Ribeiro, 43 anos, prestes a completar 24 de empresa. Ele conta que havia recém-chegado do sítio com a família e, quando resolveu seguir o conselho de um tio e procurar emprego na Plaenge, só tinha o 2º grau, uma carteira de trabalho em branco e 20 anos recém-completados. ''Este foi meu primeiro emprego. Entrei como servente de obra e fiz vários cursos, aproveitei as oportunidades que surgiram'', orgulha-se Ribeiro. (S.L.)

Imagem ilustrativa da imagem Eles cresceram junto com as construtoras
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