Além dos 513 deputados federais e 27 senadores que assumem as cadeiras no Congresso Nacional em janeiro de 2007, o eleitor precisa ficar atento aos candidatos que poderão ser alçados indiretamente aos cargos.
  Para cada deputado eleito, são diplomados três suplentes que poderão assumir a vaga em caso de licença, falecimento, afastamento ou perda do mandato do titular. Os suplentes são os mais votados na coligação. Se os partidos coligados elegeram três deputados por exemplo, a partir do quarto mais votado, todos são suplentes.
  Dos 30 deputados federais do Paraná que assumiram o cargo em janeiro de 2003, quatro não concluíram os mandatos. A primeira substituição foi em janeiro de 2003, antes mesmo do início dos trabalhos legislativos. Jorge Samek, eleito pelo PT, assumiu a presidência da Itaipu Binacional, sendo substituído na Câmara por Selma Schons (PT). Em outubro do mesmo ano, um acidente aéreo vitimou José Carlos Martinez (PTB). Airton Roveda (PPS) assumiu a vaga.
  A reforma administrativa do governo federal em março de 2005, sacou mais um membro da bancada paranaense. Paulo Bernardo (PT) assumiu o Ministério do Planejamento, e Dilto Vitorassi (PT), uma cadeira na Câmara. A última troca foi em outubro de 2005, quando José Borba (PMDB), citado por envolvimento no esquema do mensalão renunciou ao mandato para não ser cassado. A vaga ficou com Reinhold Stephanes (PMDB).
  No Senado, a suplência é diferente. Cada candidato eleito tem dois suplentes escolhidos e registrados antes das eleições. Ou seja, além dos 27 senadores, os eleitores votarão indiretamente em 54 suplentes. Em caso da falta do titular, assumem os suplentes. Os três senadores paranaenses estão disputando as eleições este ano. Dois deles são candidatos ao governo do Estado e um disputa a reeleição.
  Além de Stephanes, em todo Congresso Nacional 16 suplentes assumiram permanentemente ou temporariamente as cadeiras da Câmara ou do Senado. Um levantamento feito pelo site Congresso em Foco mostra que, dos 594 parlamentares que assumiram as cadeiras em 2003, seis foram cassados, sete renunciaram e 186 respondem ou responderam a processos judiciais nos últimos três anos. Outros quatro suplentes, que assumiram temporariamente os cargos, também tinham pendências com a Justiça. (C.O.)

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