Eleitor não gosta de conflito, diz cientista político
Curitiba - Ferropar versus Ferroeste, circulação de transgênicos no Porto de Paranaguá, poder do grupo privado Dominó dentro da Sanepar. Independente dos temas e dos motivos das brigas, a maneira de lidar com os impasses pode não agradar o eleitorado. A avaliação é do cientista político Ricardo Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). ''Eleitor não gosta de conflito, isso repercute negativamente na população'', afirmou.
''Esse estilo do Requião era um elemento da sua personalidade na área política. Ao longo dos anos foi se transformando num estilo político, manifestado num tom cada vez mais contundente'', disse Oliveira. Os atritos durante o ano de 2007, ''sistemáticos e contínuos'' segundo o cientista político, teriam provocado queda na popularidade de Requião. ''Houve uma fadiga política que repercutiu nas pesquisas de opinião. A popularidade do Requião sofreu (ao longo do ano passado) um declínio substantivo principalmente em centros urbanos, como Curitiba'', analisou.
Do início da década de 90 até agora, surgiu também o chamado ''fogo amigo'', que segundo Oliveira tem feito ''mais estragos do que a própria oposição''. É o caso por exemplo do ex-governador Paulo Pimentel, ex-aliado do peemedebista e hoje seu adversário político. ''Hoje ele tem um conjunto expressivo de desafetos que eram antigos aliados, mesmo no círculo jurídico e intelectual, o que gera enfraquecimento. Ex-aliados estão produzindo mais notícias'', opinou.
A perda de popularidade, segundo o cientista político, pôde ser observada no recente episódio da TV Educativa. Por determinação do Tribunal Regional Federal, Requião está proibido de fazer promoção pessoal, atacar imprensa, adversários políticos e instituições, sob pena de multa. ''Ele afirmou que se tratava de censura prévia, mas não encontrou apoio na sociedade civil'', afirmou. (C.S.)





