ELEIÇÕES 2008 - Disputa para prefeitura já começou
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segunda-feira, 05 de maio de 2008
Ricardo Sabbag<br>Equipe da Folha 
Em outubro próximo, candidatos a prefeito e vereador ganharão o voto de mais de 66 mil novos eleitores em Curitiba. O aumento do eleitorado curitibano entre as últimas eleições municipais, realizadas em 2004, e as próximas, é significativo: 5,62%. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), todas as dez zonas eleitorais de Curitiba registraram crescimento no número de eleitores.
A seis meses das eleições, o cenário da disputa já parece desenhado. Na corrida para o Palácio 29 de Março, a prefeitura, o atual prefeito Beto Richa (PSDB) não admite, mas deve disputar a reeleição. De todo modo, a principal candidata de oposição está em campanha: Gleisi Hoffmann (PT), que traz consigo o bom desempenho da última disputa ao Senado no Paraná (e que ao mesmo tempo não carrega experiência em cargos eletivos) e, principalmente, a ligação com o presidente Lula e seus altos índices de popularidade.
Se Richa e Gleisi despontam como os naturais protagonistas dessa disputa, nomes que hoje são considerados coadjuvantes também trabalham para amealhar os votos dos mais de 1,2 milhão de eleitores da Capital paranaense e surpreender no pleito.
O PMDB do governador Roberto Requião não definiu oficialmente seu candidato, mas o reitor da Universidade Federal do Paraná Carlos Moreira Júnior aparece como principal pré-candidato, disputando a indicação ainda com o deputado estadual Stephanes Júnior e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca. A seu lado, Moreira traz a bênção do próprio Requião, mas também o fato de nunca ter disputado uma eleição pública.
Deputado federal mais votado do Paraná, Ratinho Júnior (PSC) é tido por analistas como o possível fiel da balança para levar as eleições para um eventual segundo turno. Com alto índice de votos em Curitiba e sempre lançando mão do carisma do pai, o apresentador de TV Carlos Massa, o Ratinho, Júnior pretende se firmar como a terceira via, disputando a simpatia do eleitorado costumeiramente contrário ao continuísmo mas que também não tem forte identificação com as oposições tradicionais.
Se for de fato candidato, Ratinho Júnior terá um concorrente de peso ao posto: o eterno terceiro colocado Rubens Bueno (PPS), que nas últimas eleições tanto à prefeitura quanto ao governo do Estado tem sido o real divisor dos votos dos protagonistas. Não se sabe, no entanto, se o seu conhecido discurso do voto limpo terá nessa disputa o mesmo efeito que teve nos pleitos anteriores.
O PDT do senador Osmar Dias, que perdeu para Requião a última disputa ao governo por uma diferença de cerca de 10 mil votos (o que dá a medida da importância dos novos 60 mil eleitores curitibanos), ainda não definiu se vai de candidato próprio ou se apóia a eventual candidatura de Richa, que entrou de cabeça na campanha do senador na disputa para o governo. Os trabalhistas têm como pré-candidatos os (até agora) bastante discretos deputado estadual Luiz Carlos Martins e o empresário Wilson Picler.
Também se assumem como candidatos à prefeitura o presidente da Paraná Esporte Ricardo Gomyde (PCdoB) e a ex-deputada federal Dra. Clair (PSOL). Do outro lado da margem, o deputado estadual Osmar Bertoldi (DEM), candidato à prefeitura derrotado nas últimas eleições, colocou seu nome à disposição do partido, que também ensaia apoio ao tucano Richa.


