Eleição em Londrina marcada pela tranquilidade
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Paula Barbosa Ocanha e Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
O segundo turno das eleições em Londrina foi marcado pela tranquilidade. Não houve prisões nem denúncias de boca de urna ou derramamento de santinhos. Segundo avaliação do juiz coordenador das eleições, Bruno Pegoraro, o segundo turno foi ainda mais tranquilo que o primeiro turno, que só registrou uma prisão por boca de urna.
''Foi surpreendente porque eleições municipais são complicadas. Espero que a experiência que a gente teve nessa última eleição sirva para as próximas'', ressaltou Pegoraro, que ainda salientou o fato de a cidade ter ficado ''limpa'' no segundo turno. ''Espero que tenha sido por uma conscientização dos candidatos.''
Crachás do PP
A assessoria jurídica do PSD, do candidato Alexandre Kireeff, reclamou na Justiça Eleitoral que alguns crachás utilizados pela coligação Londrina Unida, do candidato Marcelo Belinati (PP), estavam irregulares. Segundo o advogado Ricardo Baruk, os crachás estavam com rubricas semelhantes ao número 11, o que seria irregular, pois configuraria propaganda eleitoral no dia da eleição. Os juízes das seções eleitorais deferiram o pedido e solicitaram que os crachás fossem regularizados. A assessoria de imprensa do candidato Marcelo Belinati minimizou a questão, alegando que não identificou o problema, mas informou que acataria a decisão judicial.
Um eleitor de Cascavel foi detido pela Polícia Militar por registrar o seu voto utilizando a câmera de seu telefone celular. Os mesários desconfiaram quando ele demorou muito para finalizar o processo de votação. O fato aconteceu no Colégio Estadual Dorival Pian, no bairro São Cristóvão.
O ex-vereador de Ponta Grossa Francisco Valentim Filho (PDT), conhecido como Baixinho, foi detido em flagrante por realizar campanha de boca de urna na Escola Municipal José Pinto Rosa, localizada na Rua Terra Roxa, Bairro Bonsucesso. Segundo a Polícia Militar, ele estava estacionado em frente do colégio eleitoral fazendo propaganda para um candidato. Ele foi encaminhado ao Fórum de Ponta Grossa, onde foi lavrado um termo circunstanciado.
Em Maringá, um mesário teria sido vítima de racismo. Um fiscal de um partido bateu boca com um mesário e a discussão resultou no encaminhamento dos dois à Delegacia de Polícia Civil. Dois inquéritos foram abertos, um por desacato e outro por racismo e injúria.
Também em Maringá, um juiz eleitoral foi votar em sua seção eleitoral quandose deparou com uma situação de conflito entre uma pessoa que supostamente estaria fazendo boca de urna para um mesário. Ao tentar intervir, o juiz eleitoral teria sofrido desacato e deu voz de prisão ao homem que estaria fazendo boca de urna.


