'Ela me chamava de mãe e ninguém entendia'
Aos 33 anos, o empresário Samuel Zungman costumava caminhar toda manhã, se exercitava na academia e planejava ingressar em um curso de pós-graduação. De uma hora para outra, precisou enfrentar uma rotina que envolvia noites em claro e troca de fraldas, ao ficar viúvo e decidir assumir por completo a criação das filhas Tammy, na época com três anos, e Ninah, que tinha apenas um ano e meio de idade.
''Quando ia dar a mamadeira, pegava uma roupa da mãe dela e colocava perto, porque ela ainda mamava no peito. Não foi uma época fácil, mas quando se tem um ideal, é preciso encarar'', diz ele, que hoje tem 46 anos e uma terceira filha, de sete anos, do segundo casamento.
Mesmo tendo a ajuda de uma babá e o apoio dos avós das meninas, hoje adolescentes, Samuel conta que fazia questão de acompanhar cada passo das filhas. ''Eu ia até nas festinhas da escola e nessas ocasiões, a menor me chamava de mãe e ninguém entendia. Hoje, elas sabem que sou apenas um bom pai, não substituo a mãe delas.''(L.X.)





