EDUCAÇÃO - Juntos por uma educação melhor
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terça-feira, 24 de junho de 2008
Diogo Cavazotti<br> Equipe da Folha 
''A APMF (Associação de Pais, Mestres e Funcionários) corre atrás de dinheiro para conseguir muitas coisas para a gente. Eles acabaram de arrumar o portão lá do fundo. Acho importante o trabalho deles''. Esta é a opinião de Joice Fortes, aluna da 8 série do Colégio Estadual Polivalente de Curitiba, localizado no Boqueirão. Fazer com que os alunos possam ter melhores condições de estudo é a função das APMFs. Na maioria das vezes isso é feito através de melhorias na estrutura da instituição.
Pelo quarto ano consecutivo Jussara Sampaio Prohmann é a presidente da APMF do Colégio Polivalente. O mandato termina em agosto deste ano mas ela irá se candidatar novamente. Quando jovem, Jussara estudou no local. Agora é a vez de seus filhos estudarem lá. Uma já passou pelo colégio e atualmente os outros dois estão no Polivalente. ''Faço este trabalho por amor. É totalmente voluntário. Eu acho que não perco tempo trabalhando na APMF. Sempre ganho, pois sou mãe e meus filhos estão aqui'', explica Jussara.
Ela trabalha na Associação dos Servidores do Estado mas quando tem tempo passa pela escola. Nos dias de matrícula, toda a equipe da APMF auxilia os funcionários. Além disso, almoços são realizados com o objetivo de arrecadar verba para melhorias no local.
Os pais dos alunos do Polivalente podem contribuir com uma taxa anual de R$ 30 para auxiliar o trabalho da APMF. Porém, nem todos colaboram. ''A diretora é contra a cobrança da taxa. Mas paga quem quer. Não obrigamos ninguém. Entre 10% e 20% dos pais contribuem com o pagamento'', revela Jussara.
Por lei, as associações de pais, mestres e funcionários podem solicitar o pagamento de até 10% de um salário mínimo por ano. O valor pode ser parcelado e ninguém é obrigado a pagar. Recentemente o Polivalente recebeu do governo do Estado televisões para todas as salas do colégio. A APMF está trocando as portas e fechaduras para evitar futuros furtos dos equipamentos.
Os alunos do colégio estão na torcida pois a equipe de vôlei composta por estudantes do Polivalente ficou em primeiro lugar nos jogos estaduais no torneio de escolas públicas, realizado em Guaratuba. O Estado forneceu o dinheiro para o transporte e uma loja de artigos esportivos doou os uniformes. A APMF cobriu os custos extras da viagem.
A diretoria do colégio Polivalente e a APMF trabalham juntas. Tudo é decidido entre as duas partes. A parceria já existe há alguns anos. A diretora da instituição também pede a opinião da APMF antes de realizar alguma ação ou mudança na escola.
O governo Federal envia para as escolas uma verba para ser utilizada em bens móveis, como televisões e aparelhos de DVD, e de consumo, como tinta para impressora, papel, livros e outros. Quem organiza os gastos deste dinheiro são as APMFs de cada escola. A associação do Polivalente trabalha com R$ 6 mil por ano, incluindo o valor que arrecada com as ações promovidas pela própria APMF. ''Não é fácil trabalhar com pouco dinheiro'', desabafa Jussara.
''A escola tem um grande papel. Mas educação também vem de casa. O ideal é trabalhar em parceria com os pais e a escola. Ultimamente os pais estão mais participativos. Quanto mais eles participarem das ações do colégio, menor será a evasão escolar'', opina a presidente da APMF do Colégio Polivalente.


