EDITORIAL
Os primeiros tempos do movimento ambientalista, na esteira da geração hippie da década de 1960, foram cercados por muito sonho e idealismo. Porém, passados quase 50 anos destes primórdios, a eficiência das transformações sociais e econômicas rumo a um futuro mais equilibrado ambientalmente depende, em grande medida, da geração, disseminação e aplicação de conhecimentos técnicos e científicos entre a sociedade.
Não sem razão, está na base da compreensão mais ampla do mundo em que vivemos o ensinamento sempre atual de Lavoisier: em nosso planeta, nada se perde, nada se cria; tudo se transforma.
Pensando nisso, jovens empreendedores de Londrina estão arregaçando as mangas e utilizando a potencialidade do mundo digital para criar soluções economicamente viáveis e ambientalmente responsáveis para o setor produtivo. É o caso do `Waste Manager´, um projeto em desenvolvimento que integra universidade e empresas privadas e que vai auxiliar grandes construtoras a gerenciar resíduos da construção civil. Trata-se de um projeto que traz imensos ganhos às empresas, ao meio ambiente e ao poder público.
Também correto do ponto de vista técnico é o advento das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNS). Assim, vai ficando para trás a ideia de que ao Estado cabe preservar e ao setor produtivo cabe apenas produzir.
A lógica legada por Lavoisier mostra que não há solução correta fora dos sistemas integrados. Isso explica o crescimento de uma tradicional empresa de tratamento de água que, recentemente, passou a atuar também no tratamento de esgoto e em estações especializadas em reuso da água. Estes três exemplos são tema de reportagem neste Suplemento.
Passados quase cinquenta anos desde os primórdios da revolução ambiental, vai-se percebendo que idealismo e técnica são grandes aliados na causa ambiental. Não há conflito entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico: o ponto de encontro dos dois campos é o conhecimento científico e a responsabilidade pessoal e corporativa. Falta, apenas, que essa percepção se dissemine ainda mais na sociedade.
Boa leitura!
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