A geração de empregos tem sido uma das principais preocupações dos administradores públicos, na busca permanente de alternativas que resultem em novos postos de trabalho e renda para muitas famílias. No caso específico dos municípios do Vale do Ivaí, a vocação da região é essencialmente agrícola e a transformação de produtos primários ainda é a saída mais adequada.
Trazer grandes indústrias é uma missão quase impossível, até mesmo pela lógica das coisas. Tais indústrias preferem ficar junto aos grandes centros consumidores, conseguindo reduzir custos operacionais. O único fator que poderia aproximar a indústria das pequenas e médias cidades do interior seria a disponibilidade de algum tipo de matéria-prima.
Portanto, a missão é realmente complicada para os administradores. À exceção de Jandaia do Sul, que está fugindo à regra e conseguindo canalizar algum investimento industrial, as demais cidades não têm conseguido sucesso neste campo.
Em outubro, Jandaia do Sul confirmou a vinda da Maxgás, de São Paulo, que está anunciando um investimento de US$ 5 milhões no novo parque industrial do município. No local será instalada uma engarrafadora de gás liquefeito de petróleo (GLP) e uma transportadora para atender os mercados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
Neste caso, o diferencial, além dos incentivos oferecidos pelo município, é sem dúvida o trabalho pessoal realizado pelo apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho. Ele constituiu-se no principal cabo eleitoral do então candidato a prefeito João Biral Neto, e está honrando o compromisso de ajudar a industrializar Jandaia do Sul.
Com sua fama e carisma, Ratinho, que é filho da região, tem se empenhado ao máximo neste objetivo. Aliás, ele próprio está investindo em Jandaia do Sul através de uma indústria de estofados, outra de bonés, e ainda por meio do projeto Stévia.
Voltando às perspectivas reais da região, prefeitos agora vislumbram um novo caminho a trilhar. O objetivo, conforme admite o presidente da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), Ivens Simão, é oferecer incentivos para incrementar empreendimentos da economia informal.
Para ele, é nas iniciativas familiares, de fundo de quintal, que está a melhor alternativa para gerar renda e emprego. Cada negócio aberto, mesmo de pequeno porte, representa três ou quatro empregos a mais. E é isso que funciona nas pequenas cidades.
Um dos instrumentos que pode ser dos mais eficientes para viabilizar o fomento deste setor é o Banco Social, que torna-se uma opção de crédito fácil até o limite de R$ 5 mil. O banco está chegando a todos municípios da região e, efetivamente, pode representar uma nova oportunidade de emprego e renda.

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