Editorial - Faces do crescimento
Londrina apresenta ilhas de desenvolvimento cujos resultados, às vezes, não transparecem nos indicadores convencionais, aqueles aferidores de crescimento industrial, por exemplo.
No entanto, há setores em ascensão, com resultados econômicos e sociais bem visíveis. Essas indústrias, como a do turismo de eventos, empregam mão-de-obra temporária ou permanente, especializada ou não, mas geralmente bem remunerada.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Minsitério do Trabalho, revela esta condição, que não é comum a todos os municípios do Paraná. De acordo com dados do Caged, a geração de empregos no município é superior à média nacional. Em 2003, o índice londrinense foi bem melhor que as médias nacional e do Estado do Paraná.
Uma estatística recente expressa essa característica promissora da cidade. Essa estatística é oficial e a fonte é, de novo, o Ministério do Trabalho: de janeiro de 2001 a março de 2004, foram gerados na cidade 15 mil novos postos de trabalho.
Neste trabalho, o leitor vai conhecer uma faceta que nem sempre é revelada através dos meios convencinais para medir crescimento econômico. Porém, esse crescimento é visível quando constata uma multiplicidade de atividades na pequena indústria familiar; no setor e subsetores de serviços.
Para citar apenas um exemplo, entre os mais salientes, o setor de telecomunicações é um desses impulsionadores da economia local. Abrindo o foco para além da área central, vamos ter áreas de confecções, gastronomia, pequenas indústrias metalúrgicas e de periféricos da informática. Todos têm em comum a facilidade como incorporam tecnologia de ponta e - o que é mais importante - agressividade de mercado.
Esses nichos de crescimento, ora impulsionados pelo empreendedorismo privado ora pelo estímulo do poder público, não podem ser excluídos de uma boa análise sobre a cidade. Uma cidade com caminhos abertos para a continuidade do desenvolvimento econômico e social.





