EDITORIAL - Até quando?
Causa profunda indignação aos cidadãos do Vale do Ivaí o estado lastimável de algumas rodovias que cortam a região. Soma-se a isso o completo abandono de pelo menos sete obras do famigerado programa Caminhos do Saber.
Vários protestos já foram realizados, incluindo bloqueios de rodovias, mas nenhuma providência foi tomada. O precário estado de rodovias e as obras paralisadas já foram alvo de muitas reportagens publicadas pela Folha e outros órgãos de comunicação, mas o governo permanece estático.
É de conhecimento público que praticamente todas as obras de pavimentação de estradas rurais, a maioria ligando cidades a distritos, foram iniciadas em época de campanha eleitoral e depois abandonadas. E essa situação causa uma revolta ainda maior aos moradores da região.
As justificativas do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Secretaria Estadual dos Transportes já não convencem prefeitos, vereadores e populares em geral, que insistem na retomada e conclusão de várias obras paralisadas no Vale do Ivaí. Ninguém mais aceita o condicionamento da retomada das obras ao leilão e venda da Copel.
As obras foram iniciadas quando ainda nem se cogitava a venda da Copel. E, agora, fala-se que a continuidade dos serviços dependem da privatização da companhia de energia elétrica. O estado deixaria de gastar com o pagamento de inativos e sobraria dinheiro para investir em tais obras.
Com a instalação temporária da Secretaria dos Transportes em Ivaiporã, acreditava-se que o secretário Nelson Justus e Paulinho Dalmaz, do DER, viriam para a regigão com boas notícias. Nada disso aconteceu e, novamente, prefeitos e outras lideranças ouviram apenas justificativas técnicas sobre renegociação de dívidas e definição de outros cronogramas. De prático mesmo, nada ficou resolvido.
Até quando a região continuará convivendo com obras inacabadas e rodovias esburacadas, colocando em risco a segurança das pessoas? Há consciência de que o secretário Nelson Justus pegou o bonde andando, mas já houve tempo suficiente para que se resolvesse essa situação. Até quando esperar? Será que até 2002, ano de eleição?





