EDITORIAL - Ações efetivas
A data comemorativa ao bem mais precioso do planeta foi criada durante a abertura do primeiro grande encontro mundial que discutiu a sustentabilidade ambiental. Foi em 5 de junho de 1972, quando teve início em Estocolmo, na Suécia, a Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente. Era um momento em que a sociedade começava a descobrir os danos à natureza causados pelo processo de industrialização e pela mecanização do campo.
Lá se vão 40 anos e muita gente crê que nada mudou. Neste período, descobrimos a gravidade da crescente emissão de gases de efeito estufa, da exploração desmedida dos recursos naturais e da contaminação da água, do solo e da água - para ficarmos em alguns exemplos.
Se olharmos, porém, mais atentamente para o presente, veremos que há uma pressão social muito grande sobre o modelo econômico que vivemos, com vistas a torná-lo mais sustentável - do ponto de vista social e ambiental. É um bom começo.
A segunda edição do suplemento "Folha Ambiente e Sustentabilidade" contém exemplos de que muitas coisas estão melhores do que imaginamos - e outras ainda podem ser recuperadas. Um deles é a riquíssima diversidade de espécies de peixes na região de Londrina, especialmente em rios bem preservados como Taquara e Apertados, que correm pela zona sul da cidade.
Bons exemplos também nos trazem as empresas da região, como a responsável por um dos primeiros condomínios horizontais do País a adotar a energia eólica, localizado em Maringá, ou a indústria londrinense que investe na produção de geradores de energia com aproveitamento de dejetos de animais.
O sistema de Logística Reversa, instituído pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, também dá seus primeiros passos e deve contar, cada vez mais, com a adesão de empresas e consumidores. Tudo isso, dentro de marcos ambientais que contam com auxílio dos jovens profissionais do Direito Ambiental, cujo mercado de trabalho em expansão também faz parte dessa edição.
No Dia do Meio Ambiente, não basta questionarmos se temos ou não motivos para comemorar. O que a natureza espera de nós são ações efetivas para que, ano a ano, melhoremos nossas posturas e atitudes com vistas à construção de um mundo mais saudável e sustentável.
Boa leitura!





