Edificações dos bingos também foram utilizadas de outras formas
Anos após o fechamento do Cassino Ahú, na década de 1950 o local foi comprado pelo Colégio Divina Providência, dono do imóvel até hoje. As edificações onde funcionavam os bingos, fechados após decretos do governador Roberto Requião (PMDB) em 2003, também foram sendo utilizadas de outras formas.
''O prédio do Bingo Bristol, na (Rua) Mateus Leme, virou uma igreja. O Bingo das Flores, na Ébano Pereira, hoje é uma loja de móveis. O Village, no Batel, transformou-se num centro de eventos. O prédio do Ventura, no Champagnat, está desocupado até hoje, e o Kennedy, na Vila Guaíra, virou igreja'', conta Luiz Eduardo Dib, ex-presidente do Sindicato das Empresas de Bingo do Paraná.
Na época do fechamento dos bingos, Requião alegou que esses estabelecimentos tinham ligação com o crime organizado. Os empresários do setor sempre negaram a acusação, mas, em todo caso, tiveram que buscar outros caminhos.
''Eles foram para atividades distintas. Alguns já tinham outros negócios na época. Outros recomeçaram totalmente a vida. O maior peso ficou nas obrigações fiscais e trabalhistas, que você tem que cumprir mesmo se o seu estabelecimento foi fechado contra sua vontade. Alguns estão pagando até hoje'', explica Dib. (F.G.)





