Economia tem nova vocação
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Eli Araujo<br>Reportagem local 
A prestação de serviços, com ênfase no comércio, educação e saúde, é a nova vocação da economia em Cornélio Procópio. A análise é do filósofo Iram de Rezende, morador da cidade e diretor-geral da Secretaria de Estado de Trabalho.
Rezende explica que Cornélio Procópio saltou de uma economia baseada quase tão somente na agricultura para o setor de serviços, sem passar pela área de industrialização, mesmo contando com algumas empresas de grande porte. Ele define que a produção agrícola era conhecida como de primeira linha nos velhos tempos, com qualidade reconhecida em todo território nacional.
Com o fim do ciclo do café, o que se esperava era uma mudança para o setor industrial, o que não aconteceu. Olhando para a história, achávamos que o desembocar para a industrialização seria um processo natural, mas as indústrias passaram pela BR-369 para se fixarem no eixo Londrina-Cambé-Rolândia, afirma o diretor geral.
Integração
A vocação para a prestação de serviços começou no área comercial, com a cidade se transformando em um polo de integração regional. Ele considera que a Avenida 15 de Novembro, a principal artéria do comércio na cidade, é um shopping a céu aberto.
A cidade ganhou um forte impulso para o setor de serviços com a implantação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná, transformado depois em campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, o que contribuiu para a atração de outras faculdades e instituições de ensino.
Na opinião de Rezende, Cornélio Procópio vai se consolidar também como prestador de serviços na área de saúde com a construção do Hospital Regional, cuja obra deve ser iniciada nos próximos meses.
Ainda na área de serviços, ele prevê boas perspectivas de desenvolvimento na área de tecnologia, aproveitando melhor os talentos gerados no campus local da UTFPR. Segundo ele, Cornélio Procópio está sendo prejudicada pela evasão da inteligência formada na instituição. Os alunos se formam aqui, mas por falta de mercado vão trabalhar longe, justifica.
Para mudar esse panorama, a Prefeitura pretende implantar um condomínio industrial às margens da BR-369. O local servirá de espaço para a instalação de empresas que trabalham com tecnologia de ponta. Seria algo mais sofisticado para atender os alunos que podem se instalar, montar suas empresas e ficar por aqui, afirma Rezende.


