Texto em espanhol

Economia paranaense desafia
a crise e cresce 2,5% em 98
Estudo do Ipardes revela que o Paraná será a quarta economia do País, impulsionado por investimentos que já somam US$ 29 bilhões
DivulgaçãoProdução da caminhonete Dakota, da Chrysler, em Campo LargoA economia paranaense vai crescer mais que a brasileira, nos próximos 12 anos. Em 2002, o Paraná será a quarta economia do País, ultrapassando o Rio Grande do Sul. As estimativas são do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e têm por base os investimentos privados realizados no Estado. Estes projetos, muitos dos quais em implantação, totalizam US$ 29 bilhões, nos setores industrial e de infra-estrutura, e compõem a segunda maior carteira de investimentos do Brasil.
No ano passado, o Produto Interno Bruto paranaense - a soma de tudo o que foi produzido no Estado - cresceu 2,54%, contra um avanço de 0,15% do PIB nacional. Em 99, segundo os estudos do Ipardes, a economia do Paraná terá uma expansão de 2%, contra uma retração de 1,5% no País. E esta tendência vai continuar. No quinquênio 2006/2010, a economia paranaense crescerá a uma média de 6,5% anuais, contra os 5% previstos para o conjunto da economia nacional.
DivulgaçãoLinha de produção da Siemens, em Irati: novo investimentoComo consequência, a participação do Paraná no PIB brasileiro está aumentando. Foi de 6,3% em 1997 e 6,44% em 1998. No próximo ano, esta participação deverá atingir 6,7%, chegando a 7,2% em 2005 e a 7,7% em 2010. ‘‘Mais importante do que os números, é saber que o nosso esforço de mudar o perfil econômico do Estado está garantindo a ampliação das oportunidades de renda e emprego para a população paranaense’’, afirma o governador Jaime Lerner. -
IndustrializaçãoA industrialização do Paraná não é uma ação desconexa, adotada por impulso. Ela integra um projeto ordenado de desenvolvimento do Estado. ‘‘Não é uma obra do acaso, mas representa uma visão estratégica, que aproveitou a estabilidade monetária, o interesse do capital externo pelo País e a desconcentração industrial’’, avalia o economista Gilmar Mendes Lourenço, coordenador de Conjuntura do Ipardes e autor destas projeções.
DivulgaçãoTextilpar, em Paranavaí: interiorização das indústriasO governo do Paraná saiu na frente, apostou na modernização da infra-estrutura e na posição estratégica do Estado dentro do Mercosul para trazer estes investimentos. Além disso, montou um eficiente instrumental fiscal e financeiro de atração, reativando mecanismos já existentes, como o FDE e o Programa Paraná Mais Empregos. Também criou outros, como a Paraná Investimentos, a Paraná Desenvolvimento e a Agência de Fomento, que vão assegurar o aporte de recursos para empreendimentos industriais e de infra-estrutura.
Como resultado direto destas ações, que já asseguraram investimentos de US$ 17 bilhões no setor industrial e US$ 12 bilhões no de infra-estrutura, os economistas prevêem um cenário diferenciado para a economia do Estado no médio e longo prazos, em relação aos quadros montados para a economia nacional. ‘‘Nos últimos quatro anos, o Paraná construiu e consolidou um conjunto de instrumentos que oferecem maior grau de resistência à instabilidade macroeconômica’’, aponta Lourenço.
DivulgaçãoFábrica da Renault, em S. José dos Pinhais: pioneirismo InteriorEsta vantagem não está restrita a Curitiba e Região Metropolitana. Ela atinge, também, todo o Interior do Estado, que aumentou seu poder de atração com os investimentos em infra-estrutura. A modernização e ampliação dos aeroportos das cidades-pólos do Anel de Integração, as obras rodoviárias, que recuperaram as estradas, e os recursos destinados às universidades estaduais integraram o Interior ao mapa dos investimentos industriais.
Exemplos como a Beaulieu Krishoutem em Ponta Grossa, a Atlas em Londrina, a Siemens em Irati, o Pólo Eletroeletrônico em Pato Branco, a Globoaves em Cascavel, a Textilpar em Paranavaí e tantos outros mostram isso. E 1999 abre-se com a perspectiva de incremento das inversões em um setor com grande potencial no Estado: ‘‘A prioridade para os próximos anos será para a agroindústria’’, avisa o secretário da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico, Eduardo Sciarra.

mockup