Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, os escândalos de corrupção ocorridos na cidade nos últimos 12 anos, com a cassação de dois ex-prefeitos (Antonio Belinati e Barbosa Neto), são os principais responsáveis pelo desaquecimento econômico do município. A atual administração, segundo ele, é um avanço porque "tirou Londrina das páginas policiais".
Mas ainda há muito o que fazer para criar um ambiente de negócios mais receptivo em Londrina. "Precisamos de leis e uma postura administrativa que encorajem o investidor. Hoje existem leis pouco claras que acabam tornando um inferno a vida do empreendedor", afirma. Balan destaca que é preciso "acabar com esse entulho autoritário" e, ao mesmo tempo, "impedir que certos servidores públicos – minoritários, porém ruidosos – tomem decisões baseadas na ideologia e no partidarismo". Ele defende a criação da Agência Londrina de Desenvolvimento e a parceria entre empresas e universidades como estímulo à inovação.
O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas (Sindimetal), Valter Orsi, concorda e afirma que o desafio para Londrina é sincronizar ações públicas com as da iniciativa privada. "É inconcebível que a Prefeitura, que tem de ser o propulsor do desenvolvimento tenha uma engrenagem emperrada. Tudo ali é difícil: conseguir um alvará de licença, um habite-se", critica.
Ele diz que a atual administração está empenhada em agilizar os trâmites internos, mas ainda está longe da necessidade. "É preciso envolver o servidor público para que ele ajude a destravar os processos. Precisamos de competitividade e a máquina pública está impedindo que tenhamos competitividade", alerta. (N.B.)

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