O poliestireno expandido, popularmente conhecido como isopor, é um produto sintético feito do petróleo que leva cerca de 150 anos para se decompor quando disposto na natureza. Nestes casos, também pode causar contaminação do solo e das águas.
A boa notícia é que já existe tecnologia para a reciclagem e reaproveitamento de resíduos de isopor. Na prática, porém, este trabalho esbarra na dificuldade de coletar e transportar grandes volumes do material.
 "O isopor, como é um material de grande volume e leve, gera um custo de frete grande, então a reciclagem fica caríssima. Para compensar financeiramente, a empresa que recicla tem que estar perto da cidade que quer fazer o serviço", explica o engenheiro civil e gestor ambiental, Fernando de Barros.
Em Londrina, a empresa Isonorte Reciclagem de Isopor já faz o serviço de reciclagem há um ano e meio. A tecnologia usada é simples: uma máquina que retira o ar do isopor e o comprime. A cada caminhão carregado, gera-se 100 kg de isopor processado.
De acordo com o sócio-diretor da empresa, Fernando William de Abreu, isso pode ajudar muito os aterros da cidade. "Nós recebemos lixo de várias cooperativas de Londrina. Tiramos cerca de 100 caminhões dos aterros cada mês. Estamos colaborando com a vida útil dos aterros. Quando chove, o isopor acaba impermeabilizando o solo, o que é péssimo."
Depois de processado pela Isonorte, o isopor é comprado e tem diversas destinações. A empresa tem outros projetos em vista. "Pretendemos fazer a reciclagem das marmitas do presídio. É muita geração de lixo ali. A empresa que oferece esse serviço para a instituição vai pagar pela reciclagem", diz Abreu.

mockup