Há alguns anos os veículos de comunicação noticiam que a população mundial poderá sofrer com a falta de água. Os pesquisadores dizem que, em 50 anos, regiões do planeta podem ficar sem reservas de água potável. O Brasil tem o privilégio de contar com a região amazônica, um dos lugares mais ricos em água doce no mundo. Mesmo assim, se atitudes eficazes não forem tomadas, as próximas gerações terão problemas com o abastecimento.
  Moradores e empresas de Curitiba têm realizado ações que contribuem para o uso consciente da água. Com atitudes simples é possível economizar e prevenir a falta de água no futuro, além de economizar na conta do mês.
  Na casa da professora de espanhol Giovana Torres Garcia o uso racional da água é feito de diversas maneiras. O líquido liberado pela máquina de lavar roupa é utilizado para a limpeza da calçada e da garagem. Já que a água possui sabão, ela também economiza com os materiais de limpeza. Giovana lava as roupas da família apenas duas vezes por semana, utilizando a capacidade máxima da máquina. As peças claras são lavadas separadas das escuras, para que manchas não apareçam, sendo desnecessário lavá-las novamente.
  O canil do cachorro foi construído de maneira que a água da chuva do telhado escorra para já limpar a sujeira acumulada. ‘‘Minha irmã mora em Santa Catarina. Estive lá e fiquei impressionada. Quando chove, a maior parte dos moradores sai para aproveitar a água e limpar as calçadas. As nuvens escurecem e eles já preparam a vassoura. Nos primeiros pingos correm para a rua’’, conta Giovana.
  As filhas da professora, Natasha, 8 anos, e Nikita, 7, também possuem hábitos conscientes. O pai delas, o professor de squash Cláudio Iurck, costuma deixar a torneira aberta ao escovar os dentes. Elas agora ficam ao lado para fechar a torneira enquanto ele não utiliza a água. Animado com o exemplo das filhas, Iurck adquiriu um livro sobre como economizar água. Agora estuda a possibilidade de alterar o sistema da caixa d’água para aproveitar a chuva.
  ‘‘Minha cunhada utiliza um método eficaz. Ela tem um barril de madeira que coleta a água que cai das calhas. O barril possui uma torneira. Assim fica mais fácil para regar as plantas e limpar as calçadas’’, explica .
  Ele também aposentou uma máquina que soltava jatos fortes de água para lavar o carro. O consumo aumentou muito e agora usa a água da máquina de roupa para limpar o veículo.
  O mundo corporativo também começa a se preocupar com o assunto. A empresa curitibana Michelangelo Mármores e Granitos possui uma fábrica em Quatro Barras. Para o corte das rochas, eles utilizam 60 mil litros de água por hora. Assim, criaram lagos artificiais em que 100% do líquido é reutilizado.
  ‘‘Após o uso nas máquinas a água passa por um processo de decantação. Como não existe nenhum componente químico, apenas a areia do pó da pedra, temos quatorze bombas que devolvem a água para a fábrica. Nada é jogado no rio’’, explica Fernando Ramos, gerente industrial da empresa.
  A Michelangelo prepara a inauguração de uma sede no Jardim Botânico em que reutilizará a água da chuva
para a limpeza.

mockup