É necessário integrar a ordem mundial
Cláudia Lopes
Pensando na virada do milênio, a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) decidiu aumentar o número de cursos voltados à preparação dos empresários locais. Queremos ajudar comerciantes e industriais a enfrentar a chegada do ano 2000, que será um ano ainda mais competitivo. Com a globalização, o empresariado precisa estar preparado para fazer parte do comércio mundial. Globalização, informatização, telefonia e facilidade de transportes transformam uma empresa do outro lado do oceano num concorrente tão direto quanto o nosso vizinho de rua. Tanto que, hoje, as garantias já são mundiais em todos os aspectos, diz Valter Orsi, presidente da entidade.
Para Orsi, o fato de o Brasil ainda ter muitas deficiências para enfrentar este tipo de competição é que torna importante o investimento da Acil em cursos, palestras e seminários. Precisamos fazer um trabalho de conscientização, afirma. Atualmente, a associação tem três salas onde são realizados cerca de seis cursos mensais. Estamos reformando uma das salas, deixando-a mais confortável, porque nossa intenção é realizarmos cursos como atendimento ao público e matemática financeira todos os dias, a partir do próximo ano. Para incrementer os cursos, estamos firmando uma parceria com o Sebrae, conta.
Orsi também tem participado de parcerias junto com o PDI (Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina) e com o Programa Paraná Europa a fim de estimular a formação de joint venture entre empresas internacionais e londrinenses. Com este tipo de união, as empresas locais serão mais competitivas no ano 2000, calcula.
O presidente da Acil afirma que, embora os comerciantes e industriais estejam sofrendo com a atual recessão econômica no País, um dos principais objetivos da entidade tem sido tentar alavancar as vendas, através de campanhas promocionais, a fim de que o comércio local tenha oxigênio para enfrentar a virada do milênio. Desde que assumimos a presidência, em junho, realizamos a promoção do Dia das Crianças e, agora, o Londrinatal. É preciso fortalecer o comércio e estimular o empresariado nos momentos difíceis, diz Orsi, que acredita que no início do ano 2000 a economia brasileira já esteja voltando a crescer.
Uma das lutas em que a Acil está engajada atualmente é pela construção de um ramal do gasoduto Bolívia-Brasil no Norte do Estado. A vinda do gás natural para a região será determinante para a sobrevivências das empresas já instaladas e para a atração de novas indústrias. O consumidor mundial exigirá que as empresas não agridam a ecologia. O gás natural não sofre nenhuma restrição, enquanto as indústrias que utilizam lenha para a queima sofrerão sanções de outros países, aponta.
Nos últimos seis meses, representantes da entidade participaram de reuniões com ministros em Brasília, com o governador Jaime Lerner e com outras associações comerciais da região na tentativa de trazer o gás natural para o Norte do Paraná. Também estamos tentando unir forças dos empresários nesta luta, diz Orsi.
A Acil é uma das entidades classistas mais fortes e atuantes de Londrina. Existe há 62 anos e conta com 1,1 mil associados. A história da associação se confunde com a de Londrina, aponta o presidente Orsi.





