Albari RosaO skatista Daniel Sant’Anna mostra que o corte careca faz parte do visual radicalA natureza não tem nada com isto. Eles estão se tornando carecas por livre e espontânea vontade. A chamada ‘‘moda Ronaldinho’’ invadiu os campos, saiu dos estádios e tomou conta das ruas. Influenciados pelos astros do basquete americano, como Michael Jordan e Magic Johnson, nossos meninos se parecem, cada dia mais, verdadeiros bad boys.
‘‘O pessoal sempre brinca comigo, me chamando de Michael Jordan, por causa da careca e do brinco’’, conta o meio-de-campo do Atlético-PR, Paulo Miranda. Há três anos ele adotou o estilo ‘‘máquina zero’’ e confessa que se inspirou nos jogadores de basquete.
‘‘Agora virou doença’’, comenta o jogador. Ele se refere aos vários jogadores de futebol, de todos os times do Brasil, que estão aderindo à careca adotada por Ronaldinho e outros craques da Seleção. ‘‘Só aqui no time profissional do Atlético já temos cinco ou seis carecas’’, conta. ‘‘Agora os meninos do time Júnior também começaram a fazer o mesmo’’, informa.
Paulo Miranda discorda da suposta autoria dessa tendência, atribuída ao Ronaldinho. Ele afirma que vários outros jogadores usam a cabeça raspada há vários anos. ‘‘Lembro quando eu era o único do Paranᒒ, comenta. Ele acredita que o Ronaldinho tenha levado a fama por ser um jogador de destaque mundial. ‘‘Não foi ele quem lançou a moda, mas quando ele aderiu muitos copiaram.’’
Ele está certo. Nas Olimpíadas de Barcelona, por exemplo, que aconteceram há exatamente cinco anos, toda a seleção masculina de vôlei dos Estados Unidos apareceu em quadra com as cabeças raspadas.
Além dos esportistas, vários astros de Hollywood, como o duplamente careca Bruce Willis, há muito tempo exibem nas telas suas cabeças lisinhas. Não é difícil perceber, portanto, que as carecas de dentro e de fora dos estádios são comprovadamente pré-Ronaldinho.
‘‘No meu caso, mantenho a careca simplesmente por estilo, por que acho o meu visual muito mais legal desta forma’’. Para Miranda, raspar a cabeça já faz parte de sua rotina. ‘‘Tenho uma máquina sempre comigo e preciso repetir o processo no mínimo duas vezes por semana’’, diz ele.
O jogador conta que já emprestou a máquina para vários colegas, que realizam verdadeiras sessões de escalpo dentro do vestiário do clube. ‘‘Uns ajudam os outros’’, explica.

mockup