É dia de feira
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de junho de 2008
André Amorim<br> Equipe da Folha 
Moradores de Curitiba, e aqueles que visitam a cidade, terão mais opções de lazer. É que a prefeitura vai ampliar o cardápio das feiras gastronômicas que acontecem em vários pontos da cidade. Em junho, empreendedores interessados puderam inscrever seus quitutes para participar do edital de concorrência na secretaria municipal do Abastecimento. Foram abertas 12 vagas, 11 para gastronomia e uma para produtos não manipulados (frios, cereais etc.), distribuídas em sete feiras que ocorrem em Santa Felicidade, Batel, Juvevê, Cabral, São Francisco, Capão Raso e no Litoral.
De acordo com a secretaria, responsável pela gestão das feiras, 25 pessoas tiveram a inscrição validada. Muitos já atuam em outras feiras e pretendem ampliar seus dias de trabalho. É o caso de Pedro Lazcano Ruiz, proprietário de uma barraca de pratos mexicanos. Há quatro anos ele vende tacos, burritos, natchos e outros quitutes típicos da sua terra natal na praça da Ucrânia, no bairro Bigorrilho, e agora quer um espaço também na feirinha do Batel. Tomara que a gente consiga, pesquisamos e vimos que essa é a melhor (feira), afirma o comerciante com seu sotaque característico.
Apesar do trabalho duro na feira, Lazcano considera a atividade revigorante. Adoro a feirinha, venho com o espírito livre, descontraído, afirma. Além disso, ele conta que a atividade ajuda a divulgar seu restaurante de comida mexicana.
Outro que está animado com a possibilidade de expansão é o veterano Nelson Francisco Túlio, que há 25 anos comercializa frios, como queijos, salames e salsichas. Atualmente seu trabalho vai de terça a domingo em seis feiras diferentes da cidade. Ele diz que em cada uma delas existem características diferentes de público, que levam a uma variação de até 60% no seu faturamento.
Tem dia que é muito bom, outro que é muito ruim, difícil fazer uma média. A de sexta-feira é boa, quando a turma compra ingredientes para fazer a feijoada de sábado, diz o comerciante. Segundo ele o clima também interfere diretamente no movimento. Em dias de chuva, por exemplo, a procura pela feira é quase nula.
De acordo com o diretor de abastecimento comercial da prefeitura de Curitiba, Luiz Gusi, é comum e até recomendado que os feirantes façam várias feiras por semana, como Túlio. Na avaliação do profissional, é difícil tornar a atividade viável com menos de três feiras por semana. Porém, para haver equilíbrio na distribuição das vagas, será levado em conta quantas feiras os empreendedores já fazem. Em caso de empate, quem tem menos leva, conta Gusi.
Terminada a primeira fase da seleção, uma equipe do controle de qualidade da Secretaria do Abastecimento está marcando visitas à residência dos feirantes para realizar degustação dos produtos e verificar as condições de higiene onde os mesmos são preparados. (Leia mais sobre o assunto na página 3)


