Este ano, o seguro obrigatório de automóveis - o DPVAT (seguro de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestre) deverá arrecadar mais de R$ 100 milhões no Paraná. Pago junto com a cota única ou a primeira parcela do IPVA, o DPVAT serve para cobrir danos causados por veículos ou cargas causados a pessoas, transportadas ou não pelo veículo.
Apesar de ser obrigatório, poucas pessoas sabem que o DPVAT indeniza pessoas que foram vítimas de acidentes de trânsito, em casos de morte, invalidez ou despesa de assistência médica. De acordo com a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg), o número de acidentes atinge 4% do total de carros segurados - que são pouco mais de 2,2 milhões. Mas apenas em 2% dos casos a indenização é solicitada.
De acordo com a Fenaseg muita gente pensa que o DPVAT faz parte do imposto. Porém, o seguro paga indenizações que vão de R$ 5.081,79 para morte e invalidez permanente e R$ 1.524,54 para despesas médicas.
Para ter acesso as indenizações, a vítima de acidente de trânsito deve procurar uma seguradora ou corretor de seguro. No Paraná, o Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor) presta assistência gratuita. A recomendação é importante para evitar fraudes. Em diversas regiões do País há denúncias de formação de quadrilhas especializadas nessa fraude.
Em caso de morte, os familiares devem estar munidos de boletim de ocorrência policial, certidão de óbito, documentos da vítima, comprovação de qualidade de beneficiário, que deve ser feita com fotocópias do CPF e carteira de identidade. Em média, o pagamento é realizado em 30 dias. Nos casos de invalidez permanente, deve ser levado também o boletim de ocorrência policial, laudo do primeiro atendimento médico, além de documentação pessoal. E nas despesas médicas e suplementares novamente é solicitado boletim do acidente, junto com comprovação de gastos médicos, hospitalres ou ambulatoriais e um relatório médico discriminando o tratamento e alta definitiva.(I.R.)

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