Modalidade conta pontos também para a instituição, pois é um dos critérios de internacionalização da universidade
Modalidade conta pontos também para a instituição, pois é um dos critérios de internacionalização da universidade | Foto: Shutterstock


Ter a experiência de estudar fora do país - mesmo que em um curto período - principalmente pela oportunidade de conhecer novas culturas e formas de pensamento, é o sonho de milhões de estudantes. Órgãos de fomento à pesquisa, como a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Órgão do Ministério da Educação) ou CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) disponibilizam todos os anos, com critérios bem definidos, bolsas de pesquisa em instituições no exterior. No popular, a ação é chamada de "doutorado sanduíche".

Para Silvia Meletti, pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da UEL, as bolsas oferecidas pelos órgãos de fomento - como a Capes e o CNPq - buscam países com alto reconhecimento no âmbito da pesquisa. "Além dos critérios estabelecidos por quem disponibiliza a bolsa, também precisa ter o 'aceite' da universidade de destino, com algum professor que esteja disponível para supervisionar o aluno. Outra parte vem do aluno, que procura um pesquisador referência e vai em busca de fazer o seu doutorado em uma instituição específica", explica a professora.

Estudar fora do país por um período de seis meses a um ano, de acordo com Meletti, é uma experiência riquíssima. No entanto, muitos alunos esbarram justamente na questão do idioma. "Uma das coisas mais difíceis no processo é o aluno não apresentar a pontuação em Toefl (Test of English as a Foreign Language) - prova que testa a proficiência em inglês do candidato de uma maneira acadêmica. Até mesmo para fazer doutorado em Portugal a Capes está exigindo o inglês", cita.

Questionada se devido a esta questão, o número de inscrições no curso de idiomas da UEL aumenta, a pró-reitora de pesquisa e pós-graduação adianta que uma avaliação do candidato já é feita até mesmo para esse tipo de curso. "Não é no nível do Toefl - mas precisa ter proficiência. Se o aluno quiser passar por uma experiência no seu doutorado no exterior, o idioma é o ponto de partida. Em muitos cursos, a prova de idiomas, por exemplo, é eliminatória".

O número de bolsas disponibilizadas pelas agências de fomento ainda não foram repassadas à UEL mas, tomando por base as oferta dos últimos anos, girará em torno de 20 a 25. "O que a gente procura é ter pelo menos uma cota por curso de doutorado, porque aí você não privilegia nenhuma área em detrimento da outra".

Para Cloves Cabreira Jobim, pró-reitor do programa de pesquisa e pós-graduação da UEM, o doutorado sanduíche traz benefícios tanto para o aluno quanto para a universidade. A instituição oferece 28 cursos nessa modalidade. "Para a pessoa, a oportunidade de conhecer outras culturas, fixar o aprendizado de uma língua estrangeira, além de se aprimorar profissionalmente, trabalhando em laboratórios de ponta e com pesquisadores internacionais. Para nós, é importante porque o doutorado sanduíche é um dos critérios de internacionalização da universidade, com fatores que a Capes avalia nossos programas", explica. Os destinos mais procurados são Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha e Austrália. "Depende da área de conhecimento em que o país de destino seja especialista", conclui.



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