Em épocas de eleição uma nova figura surge nas ruas: as pessoas que fazem panfletagem. Principalmente no Centro de Curitiba, estas figuras são vistas à cada esquina, distribuíndo panfletos de canditados. Mas será que adianta? As pessoas mudam o votos por causa disso? E a sujeira nas ruas, como as pessoas encaram? A prática incomoda?
Josiane Cordeiro da Cruz tem 20 anos e sempre trabalhou com panfletagem. Esta é a quinta eleição em que realiza o trabalho. Começa a pafletar às 9h30 e vai até às 17h30. Só tem pausa para o almoço. Nesse meio tempo, chega a distribuir 3 mil panfletos. Ela diz que o trabalho ajuda as pessoas se decidirem. No que diz respito à limpeza, é enfática: ''Falta muita educação para as pessoas. Muitas pegam o papel, nem olham e jogam no chão''. E continua: ''Não acho que meu trabalho contribui para sujar a rua. Quando vejo um papel que dei no chão, vou lá e pego''.
A auxiliar de cartória Bernadete Klettenberg, que trabalha em um edifício ao lado da Praça Osório, no Centro de Curitiba, acompanha a movimentação da panfletagem logo que a corrida eleitoral dá a largada. Acha que esta campanha está mais limpa (''pelo menos nas ruas'', diz) que a de outros anos. Não vê o trabalho de panfletagem como muito útil. ''Quem já tem candidato, como eu, não vai mudar o voto por causa disso'', comenta.

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