Graduada em Direito na UEL, Emilim Shimamura conclui até 2012 o mestrado em Direito Negocial. Mas antes de chegar a essa decisão, ela conta que passou por um período de crise.
''Todos os professores aconselhavam a gente se programar antes. Mas vi que não queria advogar, que não tinha muito interesse nisso. Então no final do segundo ano de curso comecei a me envolver em projetos de extensão e pesquisa.'' Foi aí que ela percebeu que sua área era a acadêmica. ''No terceiro ano consegui uma bolsa do CNPq, comecei uma Iniciação Científica e não saí mais.''
No entanto, além do mestrado, ela ainda optou por fazer duas especializações: Direito Constitucional e Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Ela pensa que, quanto mais conhecimento obtiver, melhor será para o seu futuro. Começou então com duas especializações mais gerais para depois partir para Filosofia do Direito e Direito Tributário.
''Como não são muitas vagas, às vezes você passa em um concurso, é contratada para determinada matéria, mas ao longo dos anos é chamada para dar outras disciplinas'', justifica. Para ela, o material obtido nas especializações pode fazer diferença na hora de elaborar aulas. ''Vou começar a procurar emprego para docência este ano.''
A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UEL em exercício, Carmen Neves, não aconselha, no entanto, optar por várias pós-graduações ao mesmo tempo sob o risco de perder o foco nos estudos. Quanto mais misturar o lato e o strictu sensu. ''Um mestrado pode exigir muito.''
Emilim, por sua vez, explica que, como deu partida a um ritmo de produção já desde o terceiro ano de faculdade, com material que os professores inclusive utilizavam para mestrado, não houve tanta dificuldade em conciliar tantas pós ao mesmo tempo.(M.F.C.)

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