DOCE LAR - De caso com o Centro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de abril de 2009
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
Há quem olhe para o Centro e só critique aquele espaço onde Curitiba nasceu e foi expandindo. Barulhento, concentra carros e ônibus, um trânsito caótico. Muita gente disputando espaço nas ruas e nas lojas. Para muitos é só comércio. Ambulantes. Poluição, mal cheiro, sujeira. É também local de vendas de entorpecentes, da crackolândia, drogados, prostitutas. É onde estão os pedintes em cada esquina. Parte das edificações ainda reforçam a "cara" decadente e abandonada dos centros urbanos.
O discurso positivo sobre o Centro parte geralmente de quem mora lá ou mantém relações afetivas com o lugar. Valorização importante que já despertou em várias capitais do País. Por aqui, algumas iniciativas de revitalização já são suficientes para criar esperanças nos moradores. O Centro guarda a História de Curitiba. Nas ruas, nos prédios, nas praças, nos chafarizes. Nos moradores.
O Centro pulsa. Consegue reunir uma multidão ainda com alguma organização. A maioria vai lá (ou está lá) com algum objetivo. Tem de tudo, vende-se tudo. E o melhor, a poucos passos. Quem mora no Centro não precisa de carro para nada. Para comprar comida, ir ao teatro, ao cinema, ao shopping, passear no parque, pagar contas, estudar, trabalhar, é só caminhar uns quarteirões. Se quiser pegar ônibus, todas as rotas iniciam ou passam pelo Centro.
Para pedir carona, então, a localização geográfica ajuda. É caminho para todos os amigos. Se colocar na balança, pode ser muito proveitoso morar lá. É uma questão de ponto de vista. De qualidade de vida (leia nesta página). E de paixão pelo Centro de Curitiba.


