Dixie traz convidados para celebração
Duas das três unidades da fábrica de embalagens já abastecem marcas famosas depois de investimento de R$ 125 mil
Cláudia Lopes
Dorico da SilvaOs japoneses da Suzuki visitaram a Giacomini Indústria de Matrizes/Embalagens Plásticas, e foram recebidos pelos irmãos Eugênio, Josué, José e Donizete Giacomini A empresa de embalagens Dixie Toga promove uma festa no próximo dia 2 de julho em Londrina para celebrar a operação de suas duas unidades - flexografia e food service - que funcionam com 30% da capacidade desde março passado. As fábricas, que estão ajudando a estabelecer um novo ciclo de desenvolvimento para o município, já suprem Elma Chips, Lacta e McDonald’s.
O presidente da Dixie, Sérgio Haberfeld, está organizando uma comitiva para vir à inauguração. ‘‘Vamos fretar um avião, e já estão confirmados os presidentes da Nestlé, da Coca-Cola, da Bolsa de Valores de São Paulo e do grupo Votorantim e jornalistas paulistas’’, promete.
A inauguração da terceira unidade - rotogravura - será em setembro. A Dixie está investindo R$ 125 milhões nas três unidades, que empregarão 980 pessoas. A produção atenderá o mercado brasileiro, mas depois uma parte será exportada.
SuzukiTécnicos da Suzuki estiveram em Londrina este mês - pela quarta vez - coletando informações sobre a infra-estrutura local. A qualquer momento a diretoria da montadora de veículos japonesa pode anunciar sua decisão de investir no Brasil. Eles também visitaram várias indústrias da região, como a Metalúrgica Giacomini, a Tornotécnica Jumbo, a Mapelon e a Plásticos Novel - e se reuniram com três ‘‘eventuais futuros fornecedores’’.
Eles não deram números, mas revelaram que planejam uma indústria para produzir veículos de US$ 11 mil. Durante os dois dias que permaneceram na cidade, em nenhuma momento os técnicos liberaram sinais de que a matriz já tenha decidido sobre o negócio. Só admitiram ter ficado impressionados com a região e satifeitos com o desempenho das empresas locais. A intenção da Suzuki é desenvolver fornecedores num raio de 120 quilômetros de Londrina.
A Suzuki ocuparia área de 1,2 milhão de metros quadrados, próximo ao Ceasa. Segundo o presidente da Codel, José Cândido Miller Júnior, os japoneses teriam revelado que levaria 30 meses entre a terraplenagem e o início da operação da fábrica. ‘‘Mas tudo foi colocado sempre na condicional’’, diz. Miller acredita que Londrina tem mais de 90% de chance de sediar a montadora.

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