Depois de anunciar a instalação de duas fábricas em Londrina, a empresa paulista de embalagens Dixie-Toga S/A decidiu construir uma terceira unidade no mesmo complexo, localizado na Cidade Industrial. A confirmação foi dada dia 18 pelo diretor executivo da empresa, Walter Schalka, ao visitar as obras com o prefeito Antonio Belinati. Para a terceira fábrica, com 15 mil m2 de área construída, o investimento da Dixie será de mais US$ 45 milhões. Com isso, o investimento total da empresa em Londrina atinge US$ 85 milhões.
A unidade, que deve empregar diretamente 650 pessoas, produz embalagens flexíveis em rotogravura - embalagem de salgadinhos, bolachas, sabonetes e outros produtos. A previsão é que entre em funcionamento em agosto de 1998. O fator decisivo, segundo Schalka, foi o entendimento da empresa com o governo do Estado, pelo qual se garantiu o mesmo tratamento dispensado às duas primeiras unidades. A Dixie-Toga obteve postergação para recolhimento do ICMS a ser gerado. O diretor não escondeu que estava analisando propostas dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Ritmo aceleradoAs edificações da Dixie-Toga somam 22 mil metros quadrados em 15 prédios, no terreno de 90 mil metros quadrados
A decisão veio depois da visita. Após o encontro, o prefeito Belinati telefonou para o secretário do Estado da Fazenda, Giovani Gionédis, em Curitiba, e obteve o compromisso do governo com relação ao imposto. ‘‘Foi batido o martelo’’, disse o presidente em exercício da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), José Cândido Miller Júnior. Segundo Miller, a Codel havia reservado uma área de 60 mil m2 nos fundos da Dixie-Toga já prevendo a possibilidade de construção de uma terceira fábrica.
Segundo Schalka, a primeira unidade - de embalagens flexíveis - deve começar a operar na segunda quinzena de janeiro. O maquinário chegou no tempo previsto para esta fábrica - que ocupa 7.500 m2 de área construída. A segunda fábrica - de embalagens para fast food - terá 10 mil m2. As duas vão funcionar sete dias por semana, 24 horas por dia. Os funcionários contratados passam por treinamento em São Paulo. A contratação foi feita pela pela indústria Itap, de Cambé, recém adquirida pela Dixie-Toga.
ProduçãoA produção da Dixie-Toga em Londrina é estimada em 7 milhões de metros quadrados de embalagens flexíveis e de 6 mil toneladas de embalagens rígidas por ano, com equipamentos importados da Alemanha e da Itália. Só de copos descartáveis, a capacidade mensal de produção será de 50 milhões de unidades.
No complexo estão sendo concluídos mais 15 prédios de apoio à produção, administração, restaurante, área de lazer. No total, serão 22 mil m2 de área construída num terreno de 90 mil m2. Até este mês, trabalharam na obra cerca de 600 pessoas.
Mercado existe. Somente a Cervejaria Kaiser compra atualmente 300 mil copos descartáveis por mês da empresa de embalagens Dixie-Toga. A partir do momento que a unidade da Dixie entrar em operação em Londrina, os negócios entre a Kaiser e a empresa deverão ser intensificados por causa da proximidade entre as duas fábricas, diz Rinaldo Dalaqua, diretor de marketing da Spaipa.
‘‘A rapidez na entrega é fundamental’’, diz Dalaqua, que já prevê um crescimento para, pelo menos, 500 mil copos descartáveis por mês a partir do próximo ano. A vantagem na tributação do ICMS dentro do Paraná também deve favorecer as negociações entre as duas empresas. ‘‘Fica mais barato comprar produtos no mesmo Estado’’, diz. Neste ano, o consumo do chope da marca Kaiser cresceu 40%, segundo ele. ‘‘Só na Estação Plaza Show, inaugurada há pouco em Curitiba, existem 50 pontos de vendas de chope Kaiser’’, acrescentou.

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