Na difícil e contagiante arte da música, gravar um CD não é o mais complicado. Dos cerca de 50 estúdios de gravação espalhados pela cidade, muitos, segundo os próprios músicos, oferecem qualidade no serviço, tanto em termos de estrutura física quanto em profissionais capacitados.
''Mais difícil do que gravar o CD é você conseguir um selo para distribuir o produto nas grandes redes'', afirma o músico, produtor e proprietário do UP! Stúdio, Júlio Anizelli, que, junto do sócio Gustavo Potumati, é o responsável pela gravação de CDs de várias bandas locais.
A cantora Sabrina Vargas que, desde 96, solta a voz nos bares da cidade pretende gravar o primeiro CD de composições próprias entre este ano e o próximo. ''Resolvi amadurecer o trabalho para chegar no estúdio e gravar''.
O também músico, Gabriel Feijó, vocalista da banda de rock Colher de Chá, entra no estúdio em outubro. ''Queremos fazer um trabalho de qualidade''. O CD divulgado na internet e distribuído em pontos estratégicos vai propiciar o contato para shows e participação em festivais.
Todo o material produzido em Londrina fica restrito à distribuição em bancas de revista e lojas de CDs de pequeno porte, salvo exceções de grupos que fazem um trabalho independente de divulgação fora da cidade, também utilizando a internet. ''Nem as rádios locais colaboram'', reclamam músicos e produtores, que pretendem sugerir uma lei para que as emissoras locais destinem um tempo de programação para divulgar a música produzida aqui.
Enquanto isso, a web é um dos canais para divulgação, que garante, principalmente, contatos para contratação de shows. ''Já levamos o trabalho de várias bandas para outros estados, só fazendo divulgação pela rede'', afirma o também músico e produtor musical, Emílio Carlos.
Para Mizão e Anizelli, a responsabilidade do estúdio na produção de um material é muito grande. ''Trabalhamos com o sonho de muita gente.''(M.O.)

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