Diversificação: a arma contra perdas
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sábado, 31 de maio de 2008
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Os nutricionistas recomendam que prato colorido é prato saudável. Mas para uma alimentação diversificada, é necessário ter acesso garantido a diferentes tipo de verduras, legumes e frutas. Na região de Londrina isso é possível graças a pequenos produtores que insistem na produção de hortaliças. Melhor para os londrinenses, que podem obter produtos de qualidade, uma vez que não são necessárias grandes viagens entre a horta e a mesa do consumidor.
O produtor Eliel Santos Silva, 36 anos, é um dos agricultores que mantêm a tradição de cultivar os mais diferentes tipos de legumes e verduras. E tudo bem perto da cidade - no Patrimônio Selva, Zona Sul de Londrina. A entrega da produção é feita três vezes por semana, tanto em mercados das proximidades quanto na Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa) da cidade.
Na área de seis alqueires, a principal cultura de Silva é a diversidade. Com ajuda da família e de dois funcionários, ele cultiva de tudo: abobrinha, acelga, alface, rabanete, rúcula, pimentão. No total, são 26 tipos de verdura e legume. E o destino principal é a Ceasa, onde ele vende 90% do que é produzido. O restante entrega diretamente num sacolão.
Da Ceasa, os pés de alface e de outros vegetais viajam para cidades da região e até do interior de São Paulo. E é nesse local de comercialização que os produtores têm contato direto com os comerciantes. Outra vantagem é ter mercado para praticamente toda a produção, tanto a de primeira quanto a de segunda.
A curta distância que os produtos percorrem não impede, no entanto, que o valor aumente ao chegar ao consumidor final. Um maço de cebolinha, que sai da horta a R$ 2 não custa menos de R$ 6 nas gôndolas dos supermercados. É a produção diversificada que proporciona uma rentabilidade um pouco melhor para Eliel Silva. Os horticultores que optam por cultivar um leque pequeno de variedades acabam tendo de negociar com os atravessadores.
O atual período de frio representa vantagem para o horticultor, pois os preços sobem. Porém, as chuvas de pedras são sempre uma ameaça. Outro problema são as pragas, que implicam, no mínimo, em aumento no custo final do produto por causa do uso de defensivos.
Para prevenir contra os agentes causadores de prejuízos, os cuidados têm de ser constantes. A rotação de culturas e a irrigação para combater as geadas são as alternativas escolhidas pelo horticultor para reduzir as perdas e aumentar a rentabilidade.


