Diversão vigiada é opção para mães londrinenses
Diversão com segurança. É mais ou menos isso que pensa a assistente social Elisa Ichikawa, quando deixa os dois filhos jogarem em lan houses. Os irmãos Murilo, 14 anos, e Fernando Ichikawa, 12, acreditam que irem a casas de jogos de computador é divertido por ser uma forma de agrupar todos os amigos, porém essa seria uma prática esporádica para eles.
''Jogar sempre e desejar ser o melhor fazem as pessoas ficarem viciadas,'' acredita Murilo. Ele revela que gosta desse tipo de atividade mas não abre mão de nada ou faz esforços para aumentar as ocasiões e poder ir a lan houses. Elisa assegura que tudo é planejado na família e os filhos irem para esse tipo de diversão seria uma forma segura nas quais os garotos poderiam se divertir à vontade. ''Conheço o local onde eles jogam e os amigos. Quando eles vão para a lan house eu levo depois busco meus filhos,'' declara.
Segundo Elisa, a agenda dos filhos é apertada e jogar não é uma das atividades cotidianas. ''Eles sabem que só podem jogar caso isso não atrapalhe os estudos e as outras atividades como a informática e a catequese'', ressalta. Ela acrescenta que os filhos participam das brincadeiras nas lan houses quando existe alguma atividade especial. Elisa lembra que ficou surpresa quando os filhos optaram por trocar a festa de aniversário por uma noite inteira jogando.
Para Murilo, atividades como futebol, ir ao cinema, jogar no computador ou videogame em casa também são interessantes. Fernando concorda, mas acrescenta que '' o mais legal é a presença da turma toda. Sem falar que os jogos são sempre assunto das conversas'' revela. Para Elisa, os filhos participarem desse tipo de atividade em grupo também seria uma forma de eles se socializarem. (J.W.)





