A companhia Pequeno Repertório de Torneado, de São Paulo, apresenta hoje e amanhã a peça "Dias de Campo Belo". Dois atores em cena vivenciam o encontro masculino, incluindo as relações afetivas com pais, amigos, filhos e a força social que move essas relações. A estrutura e unidade de tempo é fragmentada, quase um road movie da memória do universo masculino.
O diretor William Costa Lima trouxe para o Fringe um processo feito na Escola Livre de Teatro, espaço conhecido por trabalhar na pesquisa de grupo e na experimentação teatral. Após alguns ensaios abertos em São Paulo, a companhia estreia "Dias de Campo Belo" no Festival de Curitiba. "O roteiro fala sobre as ditaduras cotidianas que os homens vivem", explica Lima, que divide o palco com o ator Vitor Belíssimo.
No ano passado a companhia trouxe para Curitiba "Primavera", espetáculo com quatro horas de duração com atores predominantemente jovens (entre 13 e 21 anos). Neste ano eles optaram por trabalhar com artistas na casa dos 30 anos. "A gente entende o Fringe como um espaço de encontro e de experimentação", revela o diretor.
Na estreia de "Dias de Campo Belo" em Curitiba, na quinta-feira, o grupo teve apenas 40 minutos para montar o cenário e afinar a iluminação. Isso prejudicou a apresentação. No segundo dia, com mais tempo, foi possível acompanhar o processo todo, com o desenho de cena completo. (D.C.)

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