Distribuição de refeições seria atrativo de marginais
Na opinião de alguns comerciantes da Rua Saldanha Marinho, a presença de usuários de drogas na região poderia ser relacionada à distribuição de refeições por ONG's, organizada pela Fundação de Ação Social (FAS) da prefeitura de Curitiba. Ao cair da tarde, uma legião de carrinheiros, moradores de rua e pessoas carentes se reúnem onde antes funcionava a Casa do Pequeno Jornaleiro - próximo à esquina com a Rua Dr. Muricy - para receberem a comida. ''Tem muita gente boa que vai para comer, mas junto também vêm os 'crackeiros''', lamenta um comerciante da região.
O presidente da Associação da Saldanha Marinho, Wilson Picler, é enfático ao afirmar que a distribuição do ''sopão'' atua na contramão dos processos de revitalização da área. ''A gente tenta mudar o perfil dos frequentadores, mas daí vem o sopão e a coisa volta a ficar desse jeito'', aponta Picler.
Segundo Maria Angélica Dias, coordenadora do núcleo da FAS da Regional Matriz, há um ano, o alimento era distribuído na Praça Tiradentes, mas de forma indigna, pois os beneficiados tinham que comer no chão, o que acabava prejudicando também o trânsito de pessoas naquela área.
A coordenadora concorda que a concentração deste público pode causar desconforto aos comerciantes e moradores da região da Saldanha Marinho, mas afirma que a medida é apenas provisória e outro local para a distribuição de refeições já está sendo estudado. O projeto para a criação de uma ''casa de convivência'' - onde os famintos receberão três refeições, cursos e demais encaminhamentos - já está pronto. ''Só precisamos agora alugar uma casa próxima ao centro para começar as atividades'', prevê. (A.A.)





