Realizado pela UEL há 31 anos, o Festival de Música de Londrina (FML) – que foi idealizado pelo maestro Norton Morozowicz em 1979 – também é um dos orgulhos da instituição. Com uma programação cada vez mais variada e que contempla oficinas pedagógicas, o evento integra o calendário cultural oficial do Paraná.
  O festival reúne centenas de estudantes de música de todo o Brasil, aglutinando durante quase todo o mês de julho os apreciadores de música, seja clássica ou de repertório popular. Com uma programação que contempla apresentações ao ar livre e até dentro de ônibus – como foi possível conferir na edição deste ano –, o FML deixa saudades a cada edição.
  Em um evento que privilegia a arte musical não é raro as pessoas se deixarem influenciar pelo poder transformador da música: seja decidindo estudar algum instrumento, participar de algum coral ou até escolher a música como profissão.
  É o caso de Brenno Castello Branco Lopes, 21 anos, que no terceiro ano do curso de Física, na Universidade Federal de São Carlos (SP), decidiu mudar a rota – após participar da edição do FML do ano passado – e agora está no primeiro ano de Licenciatura em Música na UEL. Filho da professora de música Heloiza de Castello Branco, Lopes afirma que a mãe não influenciou diretamente o seu gosto musical, mas possibilitou um campo fértil em cada ‘‘fase musical’’ pela qual passou, do punk rock ao erudito.
  Frequentador assíduo dos cursos e concertos do festival desde a adolescência, foi após a edição do ano passado – em que fez os cursos de Regência de Banda Sinfônica e Regência de Coro Adulto – que Lopes percebeu que a sua aptidão musical falava mais alto.
  ‘‘O 30º Festival foi um marco para mim, pois tive minha primeira experiência de regência na frente de uma formação musical. Esta é uma das joias do Festival de Música de Londrina, pois possibilita um contato íntimo com o trânsito entre teoria e prática’’, afirma Lopes, que também faz aulas de piano com Lilian de Almeida.

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