Disputa do celular supera metas
Carmem Murara
De Curitiba
Diferentemente da telefonia fixa, na telefonia celular a concorrência chegou com força e faz com que ocorra uma explosão nas vendas e ampliação dos negócios de companhias telefônicas em todo o País. As metas estipuladas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já foram extrapoladas em todo o Estado e a previsão é que o Brasil tenha 20 milhões de usuários falando ao telefone celular até o final do próximo ano. Em dezembro deste ano serão 13 milhões, meta que só deveria ser atingida em meados de 2000, segundo previsão feita antes da privatização.
A euforia dos usuários em busca do celular faz com que as empresas no Paraná invistam pesado em expansão e tecnologia. A Tim Telepar Celular empresa que pertence à Tim Tele Celular Sul colocou como meta principal, neste ano, a digitalização do sistema e, em seguida, a implantação de produtos e serviços. Hoje, 80% de sua planta já está digitalizada, mas somente 50% dos usuários optaram por fazer a substituição do aparelho analógico pelo digital. A empresa destinou R$ 326 milhões para investir até dezembro.
A Global Telecom, concorrente da Tim, também investe pesado, mas como já tem sua planta toda digitalizada e no padrão tecnológico CDMA, seu maior objetivo é levar o serviço a maior número de municípios num menor espaço de tempo. Hoje, a Global está atuando no litoral, na Grande Curitiba, em Londrina, Maringá e nas cidades pólo das regiões Oeste, Sudoeste. Em Londrina, onde é a sede da Global, sua concorrente direta é a Sercomtel. A Tim lidera o mercado com a oferta do sinal em 88 localidades do Paraná e 198 se forem contabilizados o Estado de Santa Catarina e a região de Pelotas (RS), onde a Global Telecom também atua.
Pelo balanço trimestral da Tim, ela tinha 806 mil clientes nos três Estados, em junho deste ano. A Global não divulga o número de clientes, sob alegação de que é uma questão estratégica de vendas.





