As semelhanças entre o traficante Juan Carlos Abadia e o pirata Zulmiro, do século XIX, não se limitam apenas à fortuna, fruto de seus crimes, que restou desaparecida no Paraná.
Ambos ocultaram suas verdadeiras identidades como forma de se proteger das autoridades e de possíveis concorrentes. Abadia costumava se apresentar aos vizinhos do condomínio onde morava como cidadão espanhol, enquanto Zulmiro usava um nome de guerra falso para ocultar sua verdadeira origem: um inglês de família nobre que desertou da marinha britânica na época das guerras napoleônicas para praticar a pirataria.
Depois que se estabaleceram no Brasil, tanto um quanto outro moraram em grandes propriedades. Abadia em uma casa num condomínio de luxo, e Zulmiro em uma grande chácara, onde hoje existe o Bosque Gutierrez. Mesmo depois de tantos anos, tem gente que ainda procura pelo tesouro. Pelo menos é o que diz o funcionário do Bosque, Darcy de Jesus Farias.
De acordo com ele, há menos de cinco anos, um vizinho teria encontrado uma panela cheia de ouro. ''Se eu tivesse certeza ia procurar também'', afirma o funcionário.
Um pouco abaixo da entrada da antiga propriedade do pirata, a dona de casa Angelina Fernandes conta que um fantasma aparece de tempos em tempos para mostrar onde estaria escondido o tesouro.
''Pirata eu nunca vi, mas assombração tem sim'', conta ela, apontando um pinheiro onde supostamente apareceriam bolas de fogo e ''um velho fumando 'chepa''' indicando onde estaria enterrado o ouro. (A.A.)

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