Dilma e Aécio reavivam polarização entre PT e PSDB
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domingo, 05 de outubro de 2014
Folhapress 
São Paulo - A presidente Dilma Rousseff (PT) enfrentará o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo dia 26. O candidato tucano ultrapassou na reta final da campanha a ex-senadora Marina Silva (PSB), que parecia uma ameaça à reeleição de Dilma quando entrou tardiamente na corrida presidencial, em agosto.
Dilma chegou na frente, mas seu desempenho foi pior do que no primeiro turno das eleições de 2010. A presidente recebeu 42% dos votos válidos neste domingo. Foi o pior resultado obtido pelo líder de uma disputa presidencial desde 1994. Há quatro anos, Dilma obteve 47% dos votos no primeiro turno.
Tratado com descrédito até poucos dias atrás, Aécio saiu das urnas com 34% dos votos, mais do que os 33% obtidos há quatro anos pelo ex-governador José Serra, adversário de Dilma em 2010. Marina conseguiu 21%, mais do que os 19% que alcançou em 2010, quando concorreu pelo PV.
Aécio obteve no domingo votação muito superior à que os institutos de pesquisa indicavam na véspera da eleição. Segundo o Datafolha, o candidato tucano tinha 26% das intenções de votos válidos no sábado. Na avaliação do instituto, essa diferença sugere que a arrancada de Aécio nos últimos dias fez muitos eleitores optarem por ele na última hora no domingo.
O confronto entre Dilma e Aécio transformará a eleição presidencial deste ano em mais um capítulo da histórica rivalidade entre o PT e o PSDB, os partidos políticos que controlaram o poder central nas últimas duas décadas.
Petistas e tucanos se enfrentaram nas últimas cinco eleições presidenciais. Os tucanos ganharam duas, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), principal fiador da candidatura de Aécio. Os petistas ganharam três vezes, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma.
A polarização entre petistas e tucanos foi um dos alvos principais de Marina ao longo da campanha, quando ela tentou se viabilizar como uma terceira força capaz de renovar o sistema político brasileiro, no embalo das manifestações de rua que agitaram o País em junho de 2013.


