Dificuldades são constantes parahomens e mulheres
Assunto delicado, as ''falhas sexuais'' foram confessadas como ''constantes'' por 48,1% dos homens e 50,9% das mulheres. As mais frequentes são falta de ou pouco desejo, dificuldade de excitação, ausência de orgasmo, dor relacionada com o ato sexual, ejaculação rápida e disfunção erétil.
A pesquisa revela que 26 a 27 de cada 100 mulheres têm dificuldades para se excitar durante o ato sexual e que 18 de cada 100 mulheres sentem dor relacionada ao ato sexual. No caso dos homens esse número é menor, entre quatro a cinco de uma centena de homens. Essa dor chamada dispareunia, pode ocorrer antes, durante ou após a relação.
A pura e total falta de desejo também afeta homens e mulheres, eles, em menor proporção. As mulheres sofrem quatro vezes mais que os homens nessa questão. A pesquisadora explica que parte da resposta para esta situação são os hormônios sexuais, educação e valores culturais.
Já a dificuldade para chegar ao orgasmo é uma questão predominantemente feminina: de modo geral, atinge cinco vezes mais mulheres do que homens. Somando os números masculinos e femininos, de cada dez brasileiros, três não chegam ao clímax.
Cerca de um de cada quatro homens tem ejaculação rápida, que pode ser primária (se ocorre desde a primeira relação sexual e se mantém ao longo da vida do homem) ou secundária (se começa a ocorrer logo após um período de vida sexual normal). No Brasil, 70% dos casos de ejaculação rápida são primários. A causa apontada pela pesquisadora parece ser multifatorial, depende de fatores biogênicos, psicogênicos e relacionais.(M.O)





