Dica é conciliar formação e carreira
De acordo com a gerente de Recursos Humanos Rute Hayashi, que trabalha em uma empresa de recrutamento profissional, a situação vivenciada por pessoas que aceitam trabalhar em funções menos qualificadas é bastante comum, principalmente em municípios como Londrina, que tem muitas universidades e poucas grandes indústrias.
Uma das causas do desencontro entre formação acadêmica e vida profissional é a escolha de cursos superiores de áreas diferentes do setor onde o estudante já trabalha. O mercado é predatório. Se não há conciliação entre a formação com a atividade profissional, a recolocação é difícil porque o empregador costuma dar prioridade à experiência, afirmou.
Aos estudantes universitários que ainda não estão no mercado de trabalho, ela também recomenda realizar estágios no setor em que pretende trabalhar, para enriquecer o currículo com experiências que possam atrair futuros contratantes. Dessa forma, será mais fácil direcionar a carreira para a área que gosta.
Rute afirmou ainda que muitas pessoas, quando são demitidas, entram em desespero e aceitam vagas que exigem menos qualificação e consequentemente pagam menores salários. Se há condições de esperar por uma melhor oportunidade, é o recomedável, porque depois de se sujeitar a uma remuneração menor, fica difícil retornar ao antigo patamar salarial. (C.A.)





