Diagnóstico de câncer de mama será mais rápido no HC
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Denise Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Pacientes com câncer de mama serão encaminhadas mais cedo para o tratamento com a criação da nova Unidade da Mama, no Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. A unidade está funcionando parcialmente desde janeiro. De acordo com a médica radiologista Maria Helena Louveira, que coordena o projeto, o atendimento completo deve ter início assim que for fechado o acordo com as secretarias de saúde do Estado e do município para custear os exames.
A compra dos equipamentos foi viabilizada pelo prêmio de R$ 160,8 mil, conquistado por Maria Helena Louveira junto ao projeto Um Beijo pela Vida, promovido pelo Instituto Avon. A médica, doutora em Medicina pela Unifesp (Escola Paulista de Medicina), com tese específica no diagnóstico do câncer de mama, atua no setor de Radiologia do HC na área da mama. O público a ser beneficiado pela unidade é a grande parcela da população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Hoje 400 pacientes por mês passam pelo exame de mamografia no HC. Esse número deve subir para mil mulheres atendidas a cada 30 dias, segundo a médica. E a quantidade de pacientes encaminhadas para investigação deve triplicar.
Atualmente o diagnóstico definitivo da doença é dado após oito meses, em média. Este tempo deve ser reduzido para um ou dois meses. A compra de um equipamento de ultra-sonografia é um dos fatores que vão encurtar a espera entre a suspeita e o início do tratamento. ''A falta de um equipamento de ultra-sonografia atrapalha bastante porque as pacientes têm que entrar na fila de atendimento de todo o hospital. Agora vamos dispor de um equipamento só para essa unidade'', explica Maria Helena.
Essa redução no tempo é fundamental para se aumentar as chances de cura da paciente. Embora as estatísticas mundiais tenham apontado um aumento crescente na incidência do câncer de mama, também tem sido demonstrada uma significativa redução da mortalidade, estimada em 25% a 30% na população etária entre 40 e 74 anos, na qual os programas de rastreamento populacional são realizados.
No Brasil, não há programas oficiais de rastreamento oferecidos à população de forma direta. Grande parte das pacientes só busca atendimento médico quando apresenta queixa clínica com nódulo palpável, mas nesse caso o prognóstico da doença já é desfavorável. Essa característica tem refletido na alta taxa de mortalidade e no grande número de cirurgias radicais.


