Estimular o debate entre arquitetos, estudantes e o poder público. Com esta proposta foi realizado no último final de semana um mutirão de idéias no campus do Centro Universitário Positivo (Unicenp), a partir de uma parceria entre o curso de Arquitetura da instituição e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Paraná (Asbea-PR), que está comemorando dez anos. Das 30 horas de trabalho ininterrupto resultaram dez idéias para a cidade de Curitiba. Os trabalhos serão apresentados à prefeitura e devem ser levados à 7ªBienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que será realizada de 11 de novembro a 16 de dezembro.
  O encontro reuniu cerca de 80 pessoas, entre estudantes, professores e profissionais da área, que se revezaram nas pranchetas das 9 horas da manhã de sábado até as 13 horas do domingo. Representantes do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) também participaram. De acordo com a vice-presidente de planejamento da Asbea e uma das coordenadoras do encontro, Elaine Zanon, a intenção é enriquecer os estudos sobre soluções para Curitiba a partir do debate público. ‘‘A prefeitura precisa dessas discussões. Estamos comemorando os dez anos da Asbea apresentando essas dez idéias para que a sociedade pense e a prefeitura também. Não existe um pai para cada idéia, elas surgiram da parceria entre os arquitetos, estudantes e professores’’, explica.
  Segundo o coordenador do curso de Arquitetura da Unicenp, Orlando Ribeiro, idéias complementares foram reunidas em uma mesma proposta dando origem aos projetos finais. ‘‘Conseguimos idéias interessantes’’, avalia o professor. ‘‘É uma forma de mostrar à sociedade e aos profissionais que é possível sair da condição cômoda de críticos para apontar soluções também’’, justifica Elaine Zanon.
  Para o arquiteto Frederico Carstens, a reunião entre estudantes e profissionais experientes no ambiente acadêmico foi produtiva. ‘‘Dá uma vibração completamente diferente. Foi muito gratificante’’, afirma. O grupo coordenado por Carstens propõem a criação de um novo aeroporto na região noroeste da Capital para atender à crescente demanda pelo transporte aéreo. Além da reativação da malha ferroviária presente em Curitiba para o tráfego de trens de alta velocidade, entre o novo aeroporto e o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. O que facilitaria também o trânsito de moradores entre os municípios da Região Metropolitana. ‘‘Esse é o momento para pensar em uma solução para não repetir o erro de São Paulo, que investiu muito num único aeroporto e agora terá que criar outro no afogadilho. Nós estamos com essa solução muito fácil de resolver em Curitiba’’, defende Carstens.

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