As mudanças nos móveis podem até ser sutis de um ano para outro, mas existem. Ao analisar um período mais longo, é possível perceber que as modificações são ainda maiores. Reflexo direto do avanço da tecnologia e da matéria-prima utilizada, dos eletroeletrônicos e, mais do que nunca, do novo perfil de moradia que conta com ambientes mais compactos. Hoje, contudo, um público emergente se fortalece, impulsionado pelo crédito mais fácil e programas do governo federal, movendo setores aquecidos como a construção civil e a indústria moveleira.
O público-alvo da Feira de Móveis do Paraná (Movelpar) está sendo conhecido gradativamente e é um desafio para os designers e fabricantes. Porém, cada vez mais, eles enxergam esse nicho com sensibilidade, respeito e suas peculiaridades. Com tais critérios em pauta, as tendências no mobiliário para 2013 já foram traçadas e os fabricantes mostram o que vai ser possível encontrar durante a feira nos móveis de suas linhas para os cômodos da casa.
Segundo Danilo Marcos Durante, especialista em design da Colibri, esse público busca conforto, beleza e durabilidade nos produtos. ‘‘Ele quer tudo isso, mas sem perder os preços atrativos e as boas condições de pagamento’’, revela. Dentre todos os cômodos da casa, ele afirma que os consumidores têm investido, principalmente, nos móveis da sala de estar. ‘‘Como é a porta de entrada da residência, o morador quer ter o melhor, o mais bonito, pois é o que fica aos olhos das visitas. Por isso, a procura tem sido por móveis que transmitam uma linguagem, um conceito, para compor esse ambiente.’’
Sendo assim, a empresa insiste nos detalhes. ‘‘Para este ano, o mais perceptível é a migração do brilho para o fosco e os tons mais escuros. Os veios e marcações da madeira também aparecem com frequência remetendo aos móveis mais rústicos.’’ De acordo com Durante, as linhas e os traços continuam retos, bem como a altura dos racks mais baixos. ‘‘As portas estão sendo retiradas para otimização do espaço. No lugar, vidros estruturais e espelhos dão mais requinte ao mobiliário’’, explica o designer.
Se os eletrônicos evoluíram e ficaram menores nos últimos anos, os móveis acompanharam a mudança. As televisões de grandes tubos deram lugar às de telas finas de LED e LCD. Exemplos são os racks – agora chamados de bancadas – que estão mais baixos e com dimensões menos profundas. ‘‘Ao mesmo tempo, a diminuição dos espaços reforçou a migração dos homes para as bancadas, painéis horizontais e linhas moduladas que permitem composições específicas’’, detalha Daniel Nissola Filho, gerente de marketing da DJ Móveis.
De acordo com ele, aliando novos materiais disponíveis no mercado, a empresa vai lançar móveis com revestimentos diferentes, que trazem mais sofisticação e modernidade. ‘‘É um tipo de acabamento fosco texturizado em alta definição muito semelhante a outros mais caros; só que este tem um custo-benefício bem melhor.’’ Especialistas em racks e estantes, o gerente revela que, este ano, a DJ ampliou seu portfólio de produtos a fim de atender mais nichos. ‘‘Temos, agora, cinco linhas de produtos: uma para cada público, voltadas às especificidades de cada região que atendemos.’’

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